Rio -  Fiscais do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) estouraram neste fim de semana um  rancho de caça situado no Morro Grande, dentro dos limites do Parque Estadual da Pedra Branca, na Zona Oeste do Rio. Além de destruir as instalações do rancho, os fiscais apreenderam armadilhas, uniformes camuflados e cães de caça. Os ranchos são utilizados para caçar e aprisionar animais da fauna nativa, muitos em risco de extinção.

Equipe do Inea localizou rancho durante operação de fiscalização | Foto: Divulgação
Equipe do Inea localizou rancho durante operação de fiscalização | Foto: Divulgação

A fiscalização do Parque Estadual da Pedra Branca, administrado pelo Inea, está promovendo operações periódicas contra a caça dentro dos limites da unidade.

Na ação, os fiscais chegaram a surpreender caçadores nas proximidades do rancho, mas eles conseguiram fugir. De acordo com a administração do parque, as armas são mais difíceis de apreender porque os caçadores costumam enterrá-las, enroladas em sacos plásticos, para não serem surpreendidos enquanto fazem o trajeto até os locais de caça. Os cães, que apresentavam sinais de maus-tratos, foram encaminhados para atendimento especializado.

Caça a mamíferos e passáros

Além de caçar mamíferos como pacas, cotias, jacus e tatus, os caçadores também capturam passarinhos, alguns dos quais em risco de extinção, como o bico de pimenta, curió e trinca-ferro. Uma das táticas dos caçadores para a caça é a instalação de trabucos, armas de fogo que disparam quando os animais passam nas proximidades e que podem atingir visitantes desavisados.

Com área de 12,5 mil hectares, o Parque Estadual da Pedra Branca é uma unidade de conservação de proteção integral que abrange o maciço da Pedra Branca. Além de servir de abrigo a uma rica biodiversidade, com várias espécies nativas de animais e plantas, também protege fontes de abastecimento de água do Rio de Janeiro.