Rio - A política como ela é: durante a semana, deputados — a maioria, da oposição — impediram votações na Câmara por interesses paroquiais. Estavam revoltados com a não liberação, pelo governo, de verbas para emendas parlamentares, em geral, obras em suas cidades. Emendas de oposicionistas chegavam a R$ 1,5 milhão.
O governo bateu pé e votações importantes, como a da Lei de Diretrizes Orçamentárias, não foram realizadas. Como resultado, a presidência da Câmara convocou sessões extras na segunda e na terça e adiou o início das férias parlamentares.
Bônus sem ônus
Um dos vice-líderes do governo, o deputado Hugo Leal (PSC-RJ) ironiza a revolta dos oposicionistas movida pela falta de atendimento a emendas. Para ele, a oposição precisa decidir se quer ficar com o verbo — o direito de criticar o governo — ou a verba.





