Rio - Com medo da violência crescente na Baixada Fluminense, a população está criando suas próprias armas a fim de reforçar a segurança. Para se proteger, chegam a desafiar normas de trânsito e o código de postura municipal. No bairro Esplanada, em Nova Iguaçu, por exemplo, moradores da Rua Itabuna usam verdadeiras barricadas para tentar impedir o acesso de bandidos de carros às residências; aliás, muitas delas contam com circuito fechado de câmeras e cercas energizadas.
Foto: Geraldo Perelo / Agência O Dia
“Depois que bloqueamos o acesso de carros, os criminosos agora vêm de moto”, reclama o funcionário público Fábio de Azevedo, 43, morador da rua, lembrando que a mulher dele foi atacada recentemente. “Levaram bolsa, documentos e o uniforme dela”.
Na Rua Manoel Pereira, no bairro Califórnia, vizinhos investiram R$ 8 mil na aquisição de portões eletrônicos e fecharam os dois acessos. Todos eles se queixam do alto índice de roubos de carro, assaltos a residência e ataques contra transeuntes, que acontecem, segundo denunciam, a qualquer hora do dia ou da noite, sem que a polícia tome providência.
“Ano passado, vários homens armados invadiram a casa de um vizinho. Foi quando todos os moradores se reuniram e resolveram se cotizar para colocar portões”, contou o comerciante Alessandro Matos de Oliveira, 40, dono de lava-jato na rua.
Em janeiro, O DIA já havia mostrado com a região sofria com o crescimento dos casos de sequestros-relâmpago. Em Duque de Caxias, roubos de veículos e residência tiveram alta de 17,17% (de 4.710 para 5.840) e 19,06% (de 215 para 256), respectivamente, entre 2010 e 2011, segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP).
Oficial aponta as áreas de maior risco
O subcomandante do Policiamento de Área (3º CPA), tenente-coronel Washington Tavares, responsável pelo 15º (Caxias), 20º (Mesquita), 24º (Queimados), 34º (Magé) e 39º (Belford Roxo) BPMs, aponta as rodovias Washington Luiz e Rio Magé, além da Linha Vermelha, Av. Presidente Kennedy e Av. Brigadeiro Lima e Silva, como os locais de maior incidência de roubos de veículos em Duque de Caxias, além da Via Dutra, Centro e bairro da Posse, em Nova Iguaçu; Centro de Nilópolis e Vila Emil (Mesquita). Para Tavares, a sensação de insegurança se deve a fatos pontuais.
No início do mês, o secretário Beltrame e a chefe de Polícia Civil, delegada Marta Rocha, foram a Duque de Caxias, onde ficou acertado que a comunidade da Mangueirinha terá, em breve, uma Companhia Avançada da PM. Rocha prometeu transformar a 60ª DP (Campos Elíseos) em Delegacia Legal.









