Rio - Jolmar Wagner Alves Milato, o namorado de Angelina Filgueiras, de 42 anos, morta no último dia 15 de junho, será indiciado por homicídio doloso (quando há intenção de matar). De acordo com o delegado titular da 81ª DP (Itaipu), Gabriel Ferrando de Almeida, o inquérito do caso foi concluído e será encaminhado ao Ministério Público até a próxima semana. O caso teve grande repercussão na mídia porque Angelina é irmã da modelo Ângela Bismarchi.
Ferrando explicou que os exames periciais no local, laudo de necropsia, provas testemunhais e reprodução simulada do evento, confirmaram a versão apresentada por Jolmar Vagner de que Angelina Filgueiras cometeu suicídio e que ele matou Márcio, ex-marido de Angelina.
Angelina Filgueiras em foto tirada durante uma viagem | Foto: Reprodução Internet
Relação complicada com fim trágico
Terminou em tragédia o imbróglio passional envolvendo Angelina Filgueiras. O status no Facebook de Angelina mostra que ela vivia um "relacionamento enrolado". Na noite do dia 15 de junho, ela morreu com um tiro no peito durante discussão entre o namorado e o ex-marido dela, em Piratininga, Região Oceânica de Niterói.
Jolmar contou que enquanto ele e o capitão de fragata da Marinha Márcio Luiz Dias Fonseca, de 48 anos, se envolviam em uma luta corporal, Angelina pegou a arma e apontou para o próprio peito. Ela teria ameaçado se matar, se os dois não parassem de brigar. Sem ser ouvida, Angelina teria atirado contra si mesma.
Após isto, Márcio teria corrido para se enconder no banheiro da propriedade e Jolmar foi atrás. Ele afirma ter agido em legítima defesa ao disparar contra Márcio, que também morreu. O namorado contou ainda que a própria Angelina, que trabalhava na Polícia Rodoviária Federal, havia desarmado o ex-marido. Márcio teria invadido a casa e gritado diversas vezes que iria matar os dois.
Angelina chegou a ser encaminhada ainda com vida para o Hospital Municipal Mario Monteiro, também em Piratininga, mas não resistiu aos ferimentos. De acordo com a unidade, a bala transpassou o coração, além de vários outros órgãos internos da vítima. Jolmar foi liberado da delegacia por ter chamado os policiais militares e se apresentado espontaneamente. Além disso, ele tem residência fixa e não possui antecedentes criminais.
A filha adotiva de Angelina, de 16 anos, estava na casa no momento da tragédia. A menina ficou em estado de choque, mas não teria visto o crime, apenas escutou os tiros. Uma reconstituição do crime foi realizada no local do crime com o namorado e com a filha de Angelina.




