Rio -
A Polícia Civil do Rio de Janeiro negou que o delegado da 5ª DP (Mem de Sá), Alcides Alves Pereira, tenha divulgado informações de que a 9º andar do Edifício Liberdade, na Avenida Treze de Maio, no Centro do Rio, causou o desabamento dele e de outros dois prédios. Informações publicadas na Folha de S. Paulo neste sábado dão conta que a polícia já teria concluído que os edifícios desabaram por conta da reforma.
Por meio de sua assessoria de imprensa, a Polícia Civil informou que "desde o dia do acidente o delegado Alcides Alves Pereira tem acompanhado com bastante cautela o caso e não vai dar nenhuma conlusão absoluta antes de ter apurado todos os fatos. O delegado não afirmou nada para ninguém sobre as investigações".
Sérgio Alves (dir.), Diretor Presidente da empresa TO, chegando para prestar depoimento | Foto: Paulo Alvadia / Agência O Dia
Nesta semana, o delegado começou a ouvir nesta sexta-feira o depoimento de familiares das vítimas do desabamento. Dezessete mortes foram confirmadas devido ao desastre, sendo um desses corpos ainda não-identificado. Cinco pessoas ainda estão desaparecidas.
O conteúdo dos depoimentos dos familiares não foi divulgado pelo delegado. Nesta quinta-feira, após mais de 4 horas de depoimento na 5ª DP, Sérgio Alves, sócio da empresa TO, disse que conjunto de fatores transformou o Liberdade em “bomba-relógio de efeito retardado”. Ele nega responsabilidade pelo desabamento, embora estivesse fazendo obra suspeita de causar tragédia.
Mais uma das vítimas do desabamento de três prédios na Avenida Treze de Maio, no Centro, foi identificada através exame de DNA nesta sexta-feira. Segundo a Polícia Civil, o corpo de Bruno Charles Guitahy foi o primeiro a ser identificado por DNA. Bombeiros resgataram 17 corpos nas buscas nos escombros do Edifício Liberdade e outras duas construções. As equipes seguem trabalhando com o número de cinco pessoas desaparecidas.










