Rio - A sede da prefeitura de Duque de Caxias e 20 outras unidades administrativas do município ficaram às escuras por mais de 10 horas nesta sexta-feira. O motivo foi dívida de R$ 12 milhões na conta de luz. O valor é de setembro de 2010, segundo a Ampla.
A empresa informou que, em julho, a prefeitura assinou contrato de reconhecimento e parcelamento de dívida no valor de R$ 5,7 milhões. Nada foi pago até agora. Mais R$ 6,3 milhões em débito ainda não foram nem negociados, segundo a concessionária de energia elétrica.

Corredor da sede da Prefeitura de Caxias às escuras na tarde desta sexta-feira | Foto: Maíra Coelho / Agência O Dia
A luz foi cortada por volta das 10h e só foi religada à noite, após a prefeitura depositar R$ 2,5 milhões. A Ampla alegou que o corte aconteceu após várias tentativas frustradas de obter o pagamento.Serviços essenciais, como hospitais e escolas, não foram afetados.
O breu surpreendeu servidores, que foram dispensados ainda no final da manhã. No início da tarde, o secretário da Fazenda de Caxias, Raslan Abbas, esbravejou: “É um absurdo, inaceitável”. Segundo ele, uma das contas questionadas é a do Ciep 319, cuja cobrança de outubro é de R$ 78.557. Ele diz que só devia duas parcelas da dívida de R$ 5,7 milhões, que seriam quitadas este mês, e que atrasou por priorizar o pagamento do 13º dos servidores. “Temos que priorizar o funcionalismo”, justificou.
Abbas informou que os R$ 6,3 milhões só serão quitados após conclusão de auditoria nas contas de luz da prefeitura.
Niterói e Magé são o novo alvo
A Ampla também anunciou que vai cortar o fornecimento de energia das prefeituras de Niterói e de Magé, caso elas não quitem os débitos de R$ 6 milhões e R$ 3,7 milhões, respectivamente, com a concessionária.
A Prefeitura de Niterói limitou-se a informar, no início da noite desta sexta-feira, que já está em negociação com a empresa e que os pagamentos serão efetuados no prazo acordado.
Já o secretário de Governo de Magé, Ernani da Silva, informou que agendou um encontro com a direção da concessionária de energia para tratar da dívida, segundo ele, herança dos governos anteriores.
“Trata-se de uma dívida de R$ 40 milhões, que vinha sendo paga em parcelas de R$ 280 mil, e que deixou de ser honrada na gestão do prefeito interino Anderson Cozzolino, irmão da prefeita cassada Núbia Cozzolino”, acusou.




