Rio - Vinte e uma delegações que participarão da Rio+20 receberam classificação de alto risco e terão segurança reforçada no evento, segundo o Ministério da Defesa. O maior esquema de segurança que a cidade já teve contará com reforço de 15 mil homens entre 13 e 22 de junho, quando o Rio sediará evento da ONU sobre desenvolvimento sustentável. O gasto com todo esse aparato é de R$ 132 milhões.
Do Centro de Coordenação de Operações de Segurança, o Rio será monitorado por imagens de 550 câmeras | Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia
A preocupação com o risco de ações terroristas e hackers levou à criação de um Centro Contra Terror, que reunirá uma equipe especializada. Outro, de Defesa Cibernética, foi montado para evitar ataques que possam ameaçar as telecomunicações, a segurança do tráfego aéreo ou até provocar um apagão.
Um Centro de Coordenação de Operações de Segurança vai vigiar a cidade 24 horas por dia através de imagens de 550 câmeras já instaladas nas ruas.
“Alguns países apresentam risco maior do que os outros e poderão ter até helicópteros nos deslocamentos”, afirmou o ministro da Defesa, Celso Amorim, que participou de uma coletiva no Comando Militar do Leste. Ao todo, 114 delegações já confirmaram presença na conferência.
“A Abin (Agência Brasileira de Inteligência) está fazendo todos os levantamento de possíveis ameaças”, afirmou o general Adriano Pereira Júnior, coordenador de Segurança da Rio+20. “As probabilidades (de ataque) são baixas, mas não estamos imunes ao terror”, concluiu o general.
Só com segurança cibernética foram gastos R$ 20 milhões. “É possível através de um ataque cibernético interromper o fornecimento de energia. Mas já existe todo um esquema em que a energia fornecida ao esquema virá de geradores”, diz o general José Carlos Santos.
Helicópteros na vigilância
Hotéis que receberão os chefes de Estado e locais do evento passarão por varreduras em que serão verificados existência de explosivos. Vinte e nove helicópteros, três deles com câmeras, serão usados para intensificar a segurança. “O Centro de Contraterror ficará encarregado de fazer as varreduras”, explicou o general Adriano Pereira Jr.. Nas vias, blindados poderão ser usados em viadutos e nas entradas e saídas dos túneis. O Exército vai coordenar o esquema de segurança, que contará também com homens da Marinha, Aeronáutica, além das polícias Civil e Militar do Rio, da Guarda Municipal e de bombeiros.





