Rio -
Duzentos e cinquenta quilos de explosivos transformaram o Terminal Rodoviário da Pavuna em 25 mil toneladas de entulho ontem de manhã. A Defesa Civil já havia condenado a rodoviária, e um centro comercial e um edifício garagem de seis andares anexos. Tudo foi implodido pela prefeitura ontem. No local pode surgir um shopping.
Construído em 1979 para integrar os ônibus da Baixada com o metrô do bairro — que só ficou pronto 17 anos depois — o terminal estava abandonado. Em novembro, O DIA cobrou da prefeitura a promessa, feita em 2009, de desativá-lo. No espaço havia lixo, moradores de rua, pichações, vergalhões aparentes, fios expostos, cheiro de urina, ratos e baratas. Paes, que, do alto do viaduto da Pavuna, acompanhou a implosão, reconheceu que o terminal era um “desrespeito” aos moradores: “Agora, é o símbolo da recuperação de um lugar, que é a entrada do Rio de Janeiro”.
Foto: Alessandro Costa / Agência O Dia
A prefeitura ainda estuda o que fazer com o terreno de 8 mil m². As possibilidades são construção de shopping — já há uma empresa interessada —, área de lazer ou um novo terminal com comércio, teatro e cinema, como o ‘Informe do DIA’ revelou ontem.
A implosão virou atração entre os vizinhos, que fotografaram o fim do terminal. “Espero que construam alguma coisa útil para nós. Já estava na hora de acabar com a bagunça”, festejou Marlene da Glória, 66 anos. “O ideal é que a rodoviária fosse reformada. Mas, do jeito que estava, melhor derrubá-la”, opinou Elaine Pereira de Mel Luiz, 45 anos.
2,7 milhões de passageiros por mês
Pelo terminal circulavam 2,7 milhões de passageiros por mês, segundo o Departamento de Transportes Rodoviários (Detro). Faziam ponto final ali 12 linhas com destino à Baixada. Ontem, o trajeto de 36 foi desviado. Dois mil e quatrocentos moradores de 100 casas na Pavuna e de 800 em S. João de Meriti tiveram que sair de casa. A estação da Pavuna fechou entre 7h50 e 8h05 tammbém por conta da implosão.
Após a detonação, moradores suaram para limpar as casas, tomadas por poeira. “Ainda tive o vidro da porta estilhaçado pela explosão”, afirmou Maria da Penha Reis, 54 anos. A filha Débora Reis, que mora no 2º pavimento, teve o gesso do rebaixamento da teto rachado na sala e no banheiro.









