Monumento em homenagem a Pixinguinha é inaugurado na Zona Norte

A peça foi confeccionada em bronze, pesa aproximadamente 400 quilos e mede 1,40m de altura. O monumento demorou nove meses para ser concluído e custou R$ 232 mil dos cofres da Prefeitura

Por O Dia

O monumento demorou entre oito e nove meses para ser concluído e custou R%24 232 milDivulgação

Rio - A Prefeitura do Rio inaugurou neste domingo, em Ramos, Zona Norte da cidade, um monumento em homenagem ao maestro, compositor e arranjador Alfredo da Rocha Vianna Filho, o Pixinguinha. Instalado na calçada do Bar da Portuguesa, frequentado pelo músico carioca, a obra é assinada pelo artista Ique Woitschach e foi confeccionada em bronze, pesa cerca de 400 quilos e mede 1,40m de altura.

A estátua demorou nove meses para ser concluída e custou R$ 232 mil aos cofres municipais. “A gente traz para a cidade do Rio de Janeiro mais um ponto turístico e na Zona Norte, que tem muita representatividade na música popular brasileira”, disse o secretário municipal de Conservação do Rio de Janeiro, Marcus Belchior.

Na avaliação do secretário, o monumento tem uma grande importância. “Falar do Pixinguinha é falar da música popular brasileira”, disse, ao lembrar que o projeto começou por iniciativa dos moradores da região.

Flautista e saxofonista, Pixinguinha nasceu em 23 de abril de 1897 e é considerado um dos maiores compositores da música popular brasileira, tendo contribuído diretamente para dar ao choro uma forma musical definitiva. Começou a tocar, em 1912, em cabarés da Lapa, bairro boêmio do Centro do Rio, e compôs sucessos como  Carinhoso, entre 1916 e 1917, e Lamentos, em 1928. Pixinguinha morreu em fevereiro de 1973. 

Outras estátuas 

A estátua de Pixinguinha é a 23ª obra instalada pela prefeitura. Segundo a pasta, a capital fluminense é a cidade brasileira com o maior número de monumentos e chafarizes instalados em áreas públicas. São mais de 1.200 obras como a do Carlos Drummond de Andrade, em Copacabana, Tom Jovim, no Arpoador, e Chacrinha, no Jardim Botânico. Com isso, por ano são gastos cerca de R$2,5 milhões, para a manutenção dessas obras.

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