Rio

Manifestantes 'abraçam' Biblioteca Parque Estadual

Funcionários estão trabalhando sob aviso prévio desde quinta-feira

Rio - A Biblioteca Parque Estadual, no Centro, foi abraçada por cerca de 300 frequentadores nesta terça-feira, em manifestação pela continuidade das quatro unidades no Rio e em Niterói. Desde a última quinta-feira, todos os 153 funcionários trabalham sob aviso prévio, uma vez que a empresa gestora dos equipamentos, a IDG, não tem indicação de seguimento do convênio com as prefeituras ou de financiamento do Estado. O contrato da administradora com o governo iria até 2018.

Um dos organizadores do protesto é Ricardo Vasconcellos, diretor do coral de pessoas em situação de rua Umasóvoz, que ensaia no local. Para ele, a crise do Estado não deveria vitimar as bibliotecas e seus usuários. “Não podemos retroceder. Como temos um espaço tão incrível e de repente todos os funcionários estão de aviso prévio? As pessoas já perderam os Restaurantes Sociais, e agora a biblioteca?”, disse ele, que avisou que o grupo vai continuar se manifestando.

Cerca de 300 pessoas fizeram um protesto em defesa do funcionamento das Bibliotecas Parque Daniel Castelo Branco / Agência O Dia

O protesto pacífico chegou a fechar uma das pistas da Avenida Presidente Vargas e contou com a participação de grupos como o Circo Voador, o Balé de Manguinhos, o Macumba e até com um ‘flash mob’. A idealizadora, Rogeria Cardeal, é coordenadora do projeto social HTA Beauty Fashion Brasil, que também se reúne na biblioteca. “Aqui fica mais fácil para condução. Além de ser um espaço confortável, seguro, acessível, é um espaço que não discrimina as pessoas por questão social”, declarou.

Segundo o diretor de operações e finanças do IDG, Henrique Oliveira, ainda não há uma definição concreta dos governos municipais e estadual sobre a manutenção das bibliotecas. O investimento anual necessário é de cerca de R$ 20 milhões para as quatro unidades. “A manifestação mostra o grau de relevância que esses equipamentos têm para a população, independente da qualificação, credo, nível social. Temos doutores e pessoas aprendendo a ler nos seus 30, 40 anos”, afirmou.

Reportagem da estagiária Alessandra Monnerat

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