Rio

Defensoria percorre Complexo do Alemão após denúncia de invasão de casas por UPP

Segundo os policiais, as casas foram invadidas porque estariam vazias

Rio - Um representante da Defensoria Pública do Rio (DPRJ), o ouvidor-geral Pedro Strozenberg, acompanhou, nesta quarta-feira, a mobilização feita por moradores para denunciar a invasão de casas para instalação de bases de apoio da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) no Complexo do Alemão. De acordo com os moradores, policiais militares teriam iniciado as ocupações há duas semanas na Favela da Alvorada, sem qualquer ordem ou mandado judicial.

Moradores do Alemão relatam que policiais ocuparam casas sem mandado judicial Divulgação

Além da Defensoria Pública do Rio, a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) enviaram representantes à comunidade nesta manhã. Junto com o Coletivo Papo Reto e lideranças das Associações de Moradores, eles foram a cinco casas que estão ocupadas.

Segundo os policiais, as casas foram invadidas porque estariam vazias.

Confrontos não cessam

Desde o dia 2 de fevereiro, quando cerca de dois mil estudantes foram impedidos de sair de casa no primeiro dia de aula, o Complexo do Alemão vive uma guerra sem trégua, com intensos tiroteios e confrontos regularmente. Na manhã desta quarta, inclusive, na hora em que moradores e estudantes saiam de casa e que representantes das instituições percorriam a comunidade, houve tiroteio.

De acordo com o ouvidor-geral da DPRJ, que tem acompanhado presencialmente a situação no Complexo do Alemão nas últimas semanas, os moradores estão com muito medo. "Impressiona a queda do número de feridos e o aumento de pessoas com distúrbios emocionais, com o acirramento do conflito.  As denúncias de agressões físicas diminuíram e o número de violações ao patrimônio e de agressões verbais se tornou expressiva nos últimos dias. A instalação de bases na casa das pessoas é uma violação grave. Também impressiona as muitas marcas de tiro de alto calibre por toda a comunidad", destaca Strozenberg.

O Nudedh está à disposição dos moradores para receber denúncias e relatos de abusos e para oferecer assistência jurídica na Rua México, nº 11, sala 1501, Centro. Os contatos também podem ser realizados através do telefone 2332-6346 e do e-mail nudedh@gmail.com

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