Rio

Miliciano Carlinhos Três Pontes é morto durante operação da Polícia Civil

Criminoso, líder da Liga da Justiça, também seria o responsável pela morte de um vereador e dois pré-candidatos na Baixada Fluminense

Rio - Carlos Alexandre Braga, o Carlinhos Três Pontes, de 32 anos, foi morto nesta sexta-feira, durante uma operação da Polícia Civil. O suspeito de chefiar a milícia "Liga da Justiça" foi baleado no tórax em uma casa na Rua Aporuna, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. 

Carlinhos Três Pontes chegou a ser levado para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, mas não resistiu aos ferimentos. Havia uma recompensa de R$ 1 mil oferecida pelo Disque-Denúncia por informações que levassem a sua prisão.

Carlinhos Três Pontes Reprodução / Agência O Dia

Suspeito de morte de vereador e dois candidatos

Carlinhos Três Pontes também seria o responsável por três mortes na Baixada Fluminense: a do vereador Luciano DJ (PCdoB), em 2015, e dos candidatos ao cargo de vereador Júlio Reis e Primo.

Segundo investigadores, seu apelido apontava sua origem: ele chegou a chefiar o tráfico de drogas na comunidade Três Pontes, também na Zona Oeste. No entanto, com o avanço da milícia da Liga da Justiça na região, com perfil articulador, conseguiu ganhar a confiança do novo grupo e mudou de lado: virou miliciano.

Em 2009, foi preso por porte ilegal de armas. Em seu julgamento, alegou ser eletricista e ter um salário de R$ 1.368,13. A juíza Alessandra Bilac considerou que Três Pontes, por não ter antecedentes criminais e ter residência fixa e emprego formal, deveria responder aos três anos de condenação em liberdade.

Em liberdade, foi recebido por Tony Ângelo, que chefiou a Liga da Justiça até 2013, quando foi preso, segundo a polícia. Em 2014, Ricardo da Cruz Teixeira, o Batman, também líder da milícia, foi preso. Ângelo optou por Três Pontes para assumir a chefia da Liga. Já Batman, escolheu Ricardo Gildes, chamado de Dentuço, que acabou morto por Três Pontes. Seu corpo nunca foi encontrado.

Assumindo a milícia, soube expandir o território. “Da Zona Oeste já está em Nova Iguaçu e até em Maricá”, afirmou Giniton Lages, em reportagem do DIA, em setembro de 2016. Na Baixada, explorou desde a venda de gás até a extração ilegal de areia.

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