Rio

Prefeitura espera encerrar debate sobre financiamento do carnaval

Crivella afirma que não pretende recuar da decisão de cortar pela metade subsídio das escolas de samba

Rio - O prefeito Marcelo Crivella não pretende recuar da decisão de cortar metade — passando para R$ 1 milhão por escola — do subsídio da Prefeitura para as escolas de samba do Grupo Especial. Segundo Crivella, a redução leva o gasto ao patamar anterior ao de 2017. "No ano passado, teve um aumento num momento de euforia e deu no que deu. Olha só as dívidas com que a cidade hoje se debate. Mas eu diria que as crises são como cólicas de uma mulher prestes a dar à luz, redentoras, animadoras. Vamos sair dessa crise para dias muito melhores", disse.

Crivella disse esperar que a polêmica sobre o financiamento público do carnaval seja encerrada nesta segunda-feira, quando os dirigentes das escolas de samba se reunirão com a Riotur. "Nós estamos numa crise. Qualquer pessoa sabe que na crise a gente tem que priorizar. E não existe prioridade maior do que as nossas crianças nas creches. Elas recebem metade do que as meninas e meninos de Belo Horizonte e São Paulo. Isso é uma ofensa à cidadania do Rio de Janeiro. Temos que reavaliar e corrigir isso, e é o que nós estamos fazendo agora", explicou.

O prefeito Marcelo Crivella inaugurou o grafite da Escola Rivadávia Correa feito pela artista Luma Buschinelli, de 19 anos Severino Silva / Agência O Dia

Na manhã desta segunda, Crivella participou da inauguração do grafite "Contos", feito pela pela artista Luna Buschinelli, de 19 anos, na Escola municipal Rivadávia Corrêa, no Centro. O obra levou 45 dias para ser concluída. O prefeito elogiou o fato de o mural de 2500 metros quadrados não ter custado nada à Prefeitura. "Vejam que coisa interessante, estamos discutindo tanto sobre patrocínio da prefeitura. Está aqui uma parceria linda, feita por uma jovem idealista com seus produtores, Pagu e Andrea Franco, que fazem isso como uma oferta gratuita à prefeitura. Acho que isso deveria ser ressaltado", disse.

Grafite nas escolas

De acordo com Secretaria Municipal de Educação, o grafite faz parte de um projeto que abrangerá outras escolas do município. "Graças ao talento dela (Luna Buschinelli) a escola ficou mais alegre e viva. Vamos fazer isso em mais 19 escolas", garantiu o secretário Cesar Benjaminm, sem marca datas.

O grafite na escola, situada na Avenida Presidente Vargas, é fruto de uma parceria entre as secretarias municipais de Cultura e Educação. "O grafite retrata as mães que vivem o sacrifício para dar educação ao seus filhos", disse a secretária de Cultura, Nilcemar Nogueira em discurso para os pouco mais de 300 alunos e professoras da escola.

"Esse painel foi feito especialmente para vocês. O desenho representa uma mãe analfabeta que conta uma história cheia de sonhos para os seus filhos. Espero que vocês sigam o sonho de vocês, independente do gênero. Vocês são capazes e tudo o que vocês sonharem, poderá ser realizados", disse Luna Buschinelli. A jovem, que nasceu em São Paulo e morou na Bahia por vários anos, já pintou outros painéis na cidade. Dois deles estão no Boulevard Olímpico. A obra de Luna deverá ser reconhecida pelo Guiness Book como o maior grafite do mundo pintado por uma mulher. No local foram gastos mil latas de tintas que foram doadas por uma empresa do seguimento.


Reportagem do estagiário Rafael Nascimento sob supervisão de Maria Inez Magalhães

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