Rio

PRF vai usar drones para conter assaltos e infrações em dez estradas do Rio

Pequenas aeronaves não tripuladas são capazes de fotografar e filmar do alto, por controle remoto

Rio - É um pássaro? Um avião? Não. São os espiões aéreos que reforçarão o patrulhamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em 10 estradas federais do Rio nos próximos meses. Testado com sucesso em outros estados, o uso de drones é para dedurar ladrões de carros e cargas, e motoristas infratores em trechos onde não há câmeras ou radares. As pequenas aeronaves não tripuladas são capazes de fotografar e filmar do alto, por controle remoto.

Operados a um alcance entre 30 e 120 metros de altura, as câmeras dos drones conseguem, de forma praticamente imperceptível aos motoristas, capturar com nitidez flagrantes como farol apagado; excesso de velocidade; ultrapassagens em locais proibidos; trânsito pelo pelo acostamento; direção ao celular e falta do cinto de segurança.

Drone (sobre o carro) captura imagens até de motoristas ao celular Divulgação

Multas de R$ 880

Estas infrações variam de nível médio a gravíssimo, podendo resultar em multas entre R$ 130,16 e R$ 880, 41, além de pontos na Carteira de Habilitação do condutor.

Segundo a PRF, o projeto piloto está em vigor com sucesso absoluto no Mato Grosso do Sul, Amapá e Paraná. “A intenção é utilizar em todo o Brasil”, garante a polícia. Aparelhos, chamados de ‘espiões voadores’, são cadastrados juntos à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Departamento de Controle de Espaço Aéreo e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Caminhoneiros aprovam

A adoção da nova arma contra abusos e crimes nas estradas pela PRF agrada, principalmente, representantes dos motoristas que transportam cargas. A categoria vem sofrendo com a maior onda de assaltos já registrada no território fluminense. Só no ano passado foram registrados quase 10 mil roubos de cargas. Este ano, as estatísticas da polícia indicam um ataque de ladrões por hora nas vias do estado.

“Qualquer equipamento avançado inibe as quadrilhas”, repete com frequência o diretor de Segurança do Sindicato de Transportes de Cargas (Sindcargas), coronel Venâncio Moura.

Quem trafega pelas dez principais rodovias do Rio de Janeiro diariamente, tem razão de torcer pela chegada de drones às mãos dos agentes da PRF do Rio. Afinal de contas, conforme o DIA revelou, pelo menos um assassinato a cada dois dias e meio são registrados nessas vidas. A rotina perigosa se estende pela maior parte dos 1.470 quilômetros dos trechos fluminenses dessas estradas, conforme estatísticas da instituição.

Apreensão de armas e drogas

Em 2016, 152 pessoas foram vítimas de homicídios, 61 a mais que em 2014 nas rodovias do Rio. O uso de drones pela PRF de Mato Grosso do Sul vem propiciando a apreensões de armas e drogas, e até flagrantes de motoristas bêbados ao volante. Em entrevista recente, o inspetor Klerison Loureiro, ressaltou que os drones fornecem imagens dos veículos com suspeitos, que são parados mais adiante, que por radiotransmissores recebem informações referentes a placas e características do veículo, e o tipo de conduta irregular.

“O equipamento ajuda na perseguição de pessoas e veículos em fuga”, justificou. Um drone também já ajudou a PRF do MS a parar este ano um motociclista flagrado a 198 km/h na BR-463. No Paraná, já auxiliou aos bombeiros no resgate de balões não tribulados, que caíram às margens de rodovias que cortam a Serra do Mar.

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