Rio

Bandidos roubam van escolar e levam crianças em Niterói

Militares realizaram operação e resgataram as crianças no Morro do Pereirinha, em São Gonçalo. Pais de um menino levado elogiaram a PM

Van com duas crianças a bordo foi recuperada pela PM WhatsApp O DIA (98762-8248)

Rio - Bandidos roubaram uma van escolar no início da manhã desta sexta-feira na Rua Doutor March, no Barreto, em Niterói, na Região Metropolitana. Os criminosos, tentaram invadir o Morro dos Marítimos, no mesmo bairro, mas não conseguiram. Na fuga eles renderam o motorista e levaram o veículo com duas crianças — de um ano e meio e outra de dois anos e meio —, que seguiam para a creche. Elas foram encontradas pela PM em outra comunidade, o Morro da Pereirinha, em São Gonaçlo.

Os quatro criminosos armados, um deles com fuzil, renderam o motorista por volta das 7h30, no momento em que ele pegava outras quatro crianças em suas casas. Os dois meninos que estavam dentro do veículo foram levadas por estarem presas aos cintos de segurança.

"É uma situação desesperadora. No momento em que ele chegou para pegar outras crianças, ele já estava com duas no interior do van, fazendo o caminho de pegar as crianças para levar para a escola, ele foi abordado por um elemento com fuzil", disse a delegada Carla Tavares, da 73ª DP (Neves).

De acordo com a delegada, o motorista estava muito nervoso e preocupado com as crianças que ficaram no veículo. Ela elogiou a atuação da PM.

"É motivo de orgulho, tanto para a Polícia Civil quanto para a Polícia Militar, a atuação da PM. Foram cautelosos, conseguiram pegar as crianças em segurança. Estamos identificando os elementos e pediremos a prisão."

Van escolar levada por criminosos. Crianças estavam no veículo sendo levadas para creche em São Gonçalo Estefan Radovicz / Agência O Dia

Militares do 12º BPM (Niterói) e 7º BPM (São Gonçalo) realizaram operação e localizaram as duas crianças na van, que estava abandonada no Morro do Pereirinha, no município vizinho de São Gonçalo. Os meninos foram resgatados sem ferimentos.

Segundo o comandante do 7º BPM (São Gonçalo), tenente-coronel Ruy França, os bandidos saíram do Morro dos Marítimos, no Barreto, em um carro branco, mas bateram em um Renault Logan. Eles abandonaram o veículo e roubaram um utilitário, uma Fiat Doblò. O dono do veículo também faz transporte escolar e ia buscar uma criança de 10 anos. "Eles gritaram: 'Sai, p..., o seguro vai te ressarcir'". Eles acabaram batendo em um poste também com o Doblò, quando renderam o motorista da van que estava com as duas crianças. 

"Graças a Deus nossas equipes localizaram as crianças e fizeram a retirada delas da comunidade em segurança", afirmou o tenente-coronel Ruy França. A PM vasculha a comunidade dos Marítimos com 20 policiais e um blindado para localizar os bandidos.

Segundo uma funcionária da Espaço Baby, que fica em São Gonçalo, os casos de roubos de veículos na porta da creche são frequentes. A van recuperada com as crianças foi levada para a 73ª DP (Neves). Os responsáveis foram até a delegacia para encontrar os filhos.

Antes de roubar van com crianças, bandidos estavam em utilitário que acabou batendo Caio Aléx

Pais elogiam atuação da PM

Os pais de um menino levado pelos bandidos estiveram na delegacia para buscá-lo e ficaram aliviados pelo desfecho que teve o roubo da van, principalmente pela atuação da PM.

"Tivemos exemplo de um trabalho perfeito da polícia e só temos que agradecer. Os policiais falaram que as crianças ficaram muito tensas", elogiou Fábio Vinícius, 42 anos, que é professor. "Ganhei meu presente antecipado de Dia dos Pais", disse.

Vítimas comparecem a 73ª DP para prestar depoimento sobre o roubo a van Estefan Radovicz / Agência O Dia

"Agradeço imensamente aos policiais, que fizeram um trabalho perfeito. Se não fosse por eles eu não saberia que entrevista eu estaria dando para vocês agora", também falou Vivian Oliveira, mulher de Fábio. Ela, que também é professora, disse que é preciso seguir, mesmo a violência tomando conta do estado.

"Em alguns segundos a vida passa. É muito nervosismo. O que a gente faz com tanta violência? Ficamos em casa, paramos de trabalhar? Não quero absorver essa energia negativa, porque ele vai ter que continuar vindo à creche, é o futuro dele, o que nós defendemos. Vamos tentar que o dia dele caminhe normalmente. Ele ficou nervoso, percebeu que algo errado acontecia", relatou.

Reportagem do estagiário Rafael Nascimento, sob supervisão de Adriano Araujo

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