Rio

Tiroteio por quase 12 horas deixa moradores em fogo cruzado no Jacarezinho

Confronto iniciou na tarde de sábado e agente da Core foi baleado. Ramal Belford Roxo está parcialmente suspenso após tiros atingirem rede aérea

Rio - Moradores da Favela do Jacarezinho, na Zona Norte, viveram pelo menos 12 horas de intenso tiroteio na comunidade, que começou no fim da tarde deste sábado e se estendeu pela madrugada de hoje. Mais uma vez um policial da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da Polícia Civil, foi baleado. Quem tentava entrar na favela não conseguia por conta dos tiros e há relatos de outros feridos. 

O agente da Core Marcelo Antônio Ventura Golpini foi socorrido para o Hospital Geral de Bonsucesso. A sala de polícia da unidade informou, na tarde de sábado, que o estado de saúde do agente era estável e ele não corria o risco de morrer.

Através das redes sociais, vários relatos assustadores e vídeos mostrando o intenso tiroteio impressionam. Em imagens, diversas pessoas se escondem em muros na entrada da comunidade enquanto esperam o momento do cessar fogo e finalmente conseguirem ir para casa. Em outros, moradores se escondem durante o tiroteio.

A Polícia Civil, que realizou a operação na comunidade, não se pronunciou sobre o caso, nem disse se há baleados além do agente da Core, o que tem sido relatado por moradores. A UPP Jacarezinho também não informou como está a situação nesta manhã e nem se o policiamento está reforçado.

Ramal de trens de Belford Roxo parcialmente interrompido 

Os tiros disparados durante o confronto na Favela do Jacarezinho atingiram a rede aérea do Ramal de Belford Roxo, que corta a comunidade, ainda na tarde de sábado. Desde então, o trecho entre Del Castilho e Jacarezinho está interrompido.

Na manhã deste domingo, técnicos da SuperVia realizam reparos na rede aérea e a circulação acontece somente entre Belford Roxo e Del Castilho, além de não estar ocorrendo partidas da Central do Brasil.

Policial da Core morto na sexta-feira é enterrado na Zona Oeste

Na tarde desta sexta-feira, um outro policial da Core foi morto em confronto no Jacarezinho. Bruno Guimarães Buhler, de 36 anos, foi enterrado na manhã deste domingo no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap. Enterrado no Dia dos Pais, ele deixou mulher e um filho pequeno.

Dezenas de pessoas, entre familiares e agentes da Polícia Civil, estiveram presentes, inclusive da Core, força de elite da instituição que ele fazia parte e era considerado um dos melhores atiradores. Também participaram da cerimônica agentes de outras polícias.


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