Rio

Polícia e MP realizam megaoperação para prender bombeiros

Membros da corporação são suspeitos de emitir licenças para estabelecimentos comerciais em troca de propina

Rio - A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagraram na manhã desta terça-feira a megaoperação "Ingenium" (engenharia em latim), que visa cumprir 38 mandados de prisão contra bombeiros suspeitos de receber propina para conceder licenças para estabelecimentos comerciais. Até às 09h50 desta manhã 34 bombeiros foram presos na ação e encaminhadas para a Cidade da Polícia

A investigação teve como base a interceptação de escutas telefônicas que revelaram o esquema.

Mandados de busca e apreensão estão sendo realizados em diversos endereços da corporação Estefan Radovicz / Agência O Dia

Dentre os mandados expedidos pela 1ª Vara Criminal de Nova Iguaçu, estão os de dois assessores especiais do Comandante Geral do CBMERJ, dos Comandantes da Baixada Fluminense, Nova Iguaçu, Irajá, (ex-comandante de Duque de Caxias), GOPP, Copacabana, Campinho, Jacarepaguá e do Destacamento de Paracambi e de sete Coronéis da reserva. Também serão cumpridos 64 mandados de busca e apreensão, incluindo o Quartel-General da Corporação, no Centro. 

Os militares estariam participando de um esquema de propina Estefan Radovicz / Agência O Dia

Segundo as investigações, o esquema funcionava em diversas unidades do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro (CBMERJ), em especial o 4º GBM (Nova Iguaçu), o 14º GBM (Duque de Caxias) e o Grupamento de Operações com Produtos Perigosos (GOPP).

Entre os locais onde estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão estão estas três unidades da corporação, além do 8º GBM (Campinho), 12º GBM (Jacarepaguá), 17º GBM (Copacabana) e o Comando de Bombeiros de Área (CBA) da Baixada Fluminense. 

Esquema

De acordo com a Secretaria Estadual de Segurança, os acusados de participar do esquema se aproveitavam da condição de bombeiro militar para fiscalizar os estabelecimentos no intuito de notificar os responsáveis e, desta forma, provocar um acordo para negociar valores ilícitos. Em seguida, eles emitiam um laudo de exigências contendo todos os requisitos de segurança contra incêndio e pânico, porém, mesmo sem o cumprimento destas normas, após o pagamento de propina, os criminosos expediam o documento que atestava o cumprimento de todas as exigências.

As investigações comprovaram que locais de diversões que reuniram grande público, inclusive um estádio de futebol, receberam as documentações sem cumprimento das exigências de segurança para proteção da vida das pessoas e do patrimônio, caso houvesse incêndio.Em nota, o Corpo de Bombeiros informou que está acompanhando e colaborando, desde o início da manhã, com a operação do Ministério Público.

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