Rio

Segurança Presente é prorrogado até final de 2018

Anúncio foi feito na sede da Fecomércio. Desde 2015, o programa já realizou quase 11 mil prisões no Centro, Zona Norte e Zona Sul

Rio -  A Fecomércio informou que o programa Segurança Presente, do qual é a principal patrocinadora, está garantido até o final de 2018 no Centro, Méier, Lagoa Rodrigo de Freitas e Aterro do Flamengo. O anúncio foi feito pelo presidente da entidade, Orlando Diniz, em entrevista concedida após uma reunião com o ministro da Defesa, Raul Jungmann, ontem de manhã, na sede da Fecomércio, no Flamengo. No encontro, a portas fechadas, foram abordados temas como a situação da segurança pública no Rio de Janeiro, o combate ao roubo de cargas, a reforma das polícias e o problema da economia informal.

Agentes do Centro Presente reforçam patrulhamento na região: o programa começou em dezembro de 2015 Maíra Coelho / Agência O Dia

Desde o início do Segurança Presente, em dezembro de 2015, até a noite de segunda-feira passada, os agentes de Méier, Aterro, Lagoa, Centro e Lapa efetuaram 10.937 prisões, sendo 5.587 por posse e uso de entorpecentes, e já cumpriram 1.405 mandados de prisão, de acordo com dados oficiais. Também foram conduzidas à delegacia 386 pessoas por porte de armas brancas e 53 por porte de armas de fogo, 6.728 por roubo e 646 por furto. Na Lapa, o programa é custeado pelo governo do estado, sem a participação da Fecomércio.

Diniz comentou que o desenvolvimento das empresas do estado vem sendo prejudicado pelo crescimento dos índices de violência. "Na década de 1980, vivemos a mesma situação. É preciso ter um ambiente em que as empresas possam ter condições de cumprir o seu papel, que também é social. Enquanto a gente não tiver um ambiente de crescimento econômico, vai faltar um bom pedaço no combate à violência", afirmou.

Ainda segundo ele, o Sistema Fecomercio é uma instituição de representação dos interesses da sociedade, e o tema segurança pública é o principal interesse da entidade. "Nós não vamos fugir do tema. Estamos aqui para é cumprir o nosso papel de instituição cidadã, somando e fazendo as parcerias necessárias para romper esse momento difícil", comentou Diniz, colocando as instalações do Sistema Fecomercio à disposição das forças de segurança.

Jungmann elogiou a iniciativa e disse que o programa serve para mostrar que a sociedade civil também pode colaborar com a segurança pública. "É um programa muito bem desenhado, que tem apresentado resultados e, sobretudo, para mim, o maior valor é a nossa co-responsabilidade com a segurança".

 

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