Rio

Justiça decreta prisão de quatro suspeitos de  fraudar contratos em Cabo Frio

Homens teriam contratado em caráter emergencial e sem licitação, empresa para fazer a varrição das ruas e coleta de lixo

Rio - O juiz Vinicius Marcondes de Araujo, da 1ª Vara Criminal de Cabo Frio, na Região dos Lagos, determinou a prisão preventiva de Cláudio de Almeida Moreira, presidente da Comsercaf, autarquia responsável pelo recolhimento e tratamento do lixo no município; de Antonio Carlos Leal de Carvalho Filho e dos empresários Bruno Toledo e Pablo Angel Santos Rodrigues. Eles são suspeitos de participação em um esquema para o desvio de dinheiro com contratos ilícitos que envolviam serviços de limpeza e contratação de ambulâncias no município.

De acordo com as investigações, a Comsercaf contratou, em caráter emergencial e sem licitação, a empresa Prime Serviços Terceirizados, para fazer a varrição das ruas e a coleta de lixo em Cabo Frio. De propriedade de Bruno e de Pablo, a empresa tem sede na cidade mineira de Alfenas.

Segundo a Polícia Federal e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a Prime não dispunha de capacidade técnica para executar os serviços, tanto que contratou funcionários, máquinas e demais equipamentos.

Escutas

Escutas autorizadas pela Justiça e transcritas no processo indicam o empenho de Cláudio Moreira na contratação da empresa. As escutas revelam que ele pressionava funcionários da Comsercaf em favor da Prime.

Já em uma das conversas, Antonio Carlos Leal aparece por manter um esquema de funcionários “fantasmas” na Prefeitura de Cabo Frio, além do seu envolvimento na Consercaf.

A Prime era representada nos contratos por Kleizer Pablo Alves, mas os verdadeiros proprietários seriam Bruno e Pablo. Na sociedade aparece também Duan Gonçalo, que reside em Portugal e, por ordem do juiz, deverá retornar ao país no prazo de 30 dias.

O magistrado determinou a indisponibilidade dos bens com o bloqueio “on line” de valores acima de R$ 5 mil e até de R$ 50 mil nas contas da Prime, de todos os denunciados e das empresas em que Bruno Pablo são sócios. Foram também apreendidos veículos e computadores dos suspeitos. Outras 10 pessoas também foram denunciadas, a maioria funcionários da Comsercaf.

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