O Dia Baixada

Baixada é o Brasil no Street Fighter

Jogador de Nova Iguaçu é conhecido mundialmente e se prepara para competir nos EUA em julho

As primeiras disputas de Street Fighter de Thomas Proença, ou o Brolynho, como é conhecido em fliperamas de bares e padarias de Nova Iguaçu, relembram sua infância. Hoje, respeitado e mundialmente conhecido no cenário dos games, ele se prepara para ir ao Estados Unidos, em julho, participar da Evolution (EVO), uma das mais importantes competições.

“Tenho me preparado e estou trabalhando muito o meu psicológico, porque esta parte é fundamental”, conta.

Brolynho sempre gostou de jogar, começou aos 8 anos e está no cenário de competições desde 2012, na época do Super Street Fighter IV. “Eu nunca achei que Street Fighter era só hadouken e shoryuken (golpes do jogo), mas no início eu perdia direto, então decidi comprar um PlayStation 3 pra treinar. Fui gostando ainda mais de jogar e o que me atraiu foi a mecânica de jogo e a complexidade", relembra. 

Logo depois vieram as disputas de campeonatos. O jogador já foi campeão do torneio Fight in Rio, venceu torneios em outros estados, se classificou na Capcom Pro Tour, a liga oficial de Street Fighter V, e participou da Capcom Cup.

Thomas Proença, o Brolynho, tem carreira de sucesso no game Street Fight Cleber Mendes/Agência O Dia

O desempenho de seu Necalli, personagem de Brolynho, foi ficando conhecido por todo o Brasil, mas apesar da fama, foi só em outubro do ano passado que ficou famoso mundialmente. Na ESL One New York, o iguaçuano derrotou Lee “Infiltration” Seon-woo, o sul-coreano que é o atual campeão da Evolution Championship Series. “Ele não tinha menor ideia de quem eu era e acho que isso ajudou. Eu não esperava que fosse vencer”.

Apesar de ser um atleta da Flipsid3 Tactics, a F3, uma organização profissional de e-Sports americana, a rotina de Brolynho é dividida entre jogar Street Fighter e trabalhar: ele é geofísico. “A geofísica e o jogo sempre andaram lado a lado na minha vida. Eu organizo meu tempo. Ainda não dá pra viver só do jogo”, fala.

Mesmo com tanta projeção, desde 2016, o lutador acredita que ainda é preciso percorrer um longo caminho. “Tem que melhorar a competição por aqui, criar mais torneios presenciais, fazer o jogo ganhar mais credibilidade e ficar mais conhecido”, revelou.

Para manter encontros de jogadores e trocar informações, Brolynho se reúne a cada duas semanas, em Niterói. “A gente joga e se adapta com a adrenalina das competições presenciais”.

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