O Dia Estado

Estudantes da rede pública ganham medalhas na Olimpíada Brasileira de Matemática

Eles são nota dez, superaram dificuldades e receberam medalhas de bronze, prata e ouro na competição

Rio - Dez, nota dez. Estudantes da rede pública de ensino de todo o Estado do Rio têm motivos de sobra para comemorar. Afinal, na 12ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), competição destinada a estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3° ano do Ensino Médio, realizada anualmente pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), 329 alunos conquistaram medalhas de ouro, prata e bronze, deixando de lado toda espécie de dificuldades. A cerimônia de premiação aconteceu dia 29 de junho. 

Eles têm motivos de sobra para comemorar Divulgação

Um dos medalhistas da OBMEP é Marcos Willi Reis Campos, de 16 anos, que conquistou a medalha de ouro. Tendo disputado a competição como aluno do Colégio Estadual Sol Nascente, de Cachoeiras de Macacu, o jovem já participou de outras seis edições da Olimpíada de Matemática. Na primeira vez, no entanto, não chegou nem a passar para a segunda fase. Nos anos seguintes, por sua vez, obteve três medalhas de prata consecutivas e uma de ouro.

As conquistas ao longo dos anos, obviamente, renderam frutos ao estudante. Depois de ganhar uma bolsa de estudos integral da Fundação Getúlio Vargas, Marcos Willi se mudou para a cidade do Rio e, atualmente, cursa Ciências Econômicas. “A Olimpíada abriu as portas. Inicialmente, meu plano era fazer UFRJ ou UFF. Como ganhei a bolsa, vim para a FGV. Mas tem sido bem difícil, é preciso estudar bastante”, confessa orgulhoso Marcos Willi.

Quem também tem motivos para comemorar é Mateus Regasi Gomes Martins, de 12 anos, que mora no bairro Retiro, em Volta Redonda. Aluno do 7° ano do Colégio João XXIII, o menino conquistou a medalha de prata na OBMEP 2016. Não satisfeito, ele conta que acabou de passar da primeira etapa da OBMEP 2017 e avisa que, no futuro, se tiver condições, pretende se graduar em Matemática, Robótica ou Informática. “Ainda não me decidi. Estou entre uma das três. Mas quando escolhemos uma profissão que gostamos, acredito que teremos sucesso nela. Só gostaria muito de não ter meus sonhos interrompidos”, adverte o jovem.

Já Larissa Machado da Silva, 13 anos, do 7º ano da Escola Municipal Polivalente Anísio Teixeira, em Macaé, tem planos devidamente definidos. Depois da medalha de bronze na OBMEP, a menina pretende passar no processo seletivo do Colégio de Aplicação de Macaé (CAp) para cursar o Ensino Médio. Em seguida, ela quer fazer duas faculdades ao mesmo tempo — Letras (Português/Inglês) e Matemática. “Quero exercer profissões ligadas às áreas de ciências, carreira acadêmica e até mesmo de pesquisa com o aprendizado fluente de Português e Inglês”, vislumbra.

Estudantes conquistaram medalhas de ouro, prata e bronze na competição Divulgação

Em Varre-Sai, Guilherme Martins Teixeira, 15 anos, ficou com a medalha de bronze na OBMEP 2016. Ex-aluno da Escola Municipal Elídio Valentim de Moraes, em Santa Rita do Prata, na zona rural, o garoto já havia participado de outras três edições, mas sem obter medalhas. Apesar dos resultados, não desistiu. Hoje, ele mora em Bom Jesus do Itabapoana, onde cursa o 1º ano do Curso Técnico em Química do Instituto Federal Fluminense (IFF). “É uma conquista que vinha buscando desde que fiz a primeira prova da OBMEP. Qualquer um que se dedique, consegue alcançar seu objetivo e isso não depende da sua escola ou lugar em que se encontra”, ensina Guilherme.

Aluno que sempre estudou na rede municipal, Pedro Henrique de Almeida Fernandes, da Escola Municipal Professor Carlinhos, na Fazenda da Barra 3, em Resende, também conquistou a medalha de bronze na OBMEP. Aos 15 anos, ele conta que sempre foi incentivado pelos pais e também pela direção do colégio. “Além da medalha, ganhei ensinamento ao participar da Olimpíada. Achava que não seria capaz de participar, muito menos de ser premiado. Mas minha mãe falou que todo mundo é capaz, basta estudar, se dedicar. Comecei a me esforçar, estudando todo dia, e cheguei ao bronze. Espero que outros pais também incentivem seus filhos”, avalia Pedro Fernandes.

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