Protetor solar não cumpre o prometido

Pesquisa mostra que FPS descrito nos produtos não corresponde ao esperado

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Sugestão é que os consumidores usem FPS maior do estão acostumados
Sugestão é que os consumidores usem FPS maior do estão acostumados -

Rio - Um estudo da King's College London avaliou quanto de proteção solar as pessoas recebem de fato, baseando-se em como elas realmente aplicam o produto. Segundo os resultados, o filtro com fator de proteção (FPS) 50 forneceu apenas 40% da proteção esperada. A recomendação dos especialistas é que os consumidores usem um protetor com FPS maior do que eles acham necessário, para garantir a proteção.

De acordo com Murilo Drummond, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, outras medidas podem auxiliar o filtro solar, como as roupas com proteção ultravioleta (UV) e chapéus. "Filtro não é garantia de evitar câncer de pele, apesar de diminuir as chances. Em geral, as pessoas subestimam a quantidade de filtro solar, que precisa ser bem espalhado após aplicação de camada grossa na pele", esclarece.

Avaliações

Primeiro, foram avaliados os danos do DNA na pele após reduzir a espessura da aplicação recomendada pelo fabricante. Um grupo recebeu uma exposição única de radiação ultravioleta, para simular a luz solar, em áreas cobertas com filtro de alto FPS, alternando a dosagem. Outro grupo recebeu exposições em cinco dias consecutivos, para imitar a exposição contínua de feriados e férias.

Para o grupo exposto repetidamente ao sol, as biópsias revelaram danos consideráveis no DNA nas áreas que não receberam proteção solar adequada. Cinco dias de exposição a uma dose elevada de ultravioleta, com proteção do filtro solar, mostrou um dano significativamente menor do que a exposição a uma dose baixa de radiação ultravioleta de um dia sem proteção solar.

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