Por tamyres.matos

Rio - O ano de 2014 vem aí, e já passa da hora de empresas, governos e cidadãos incluírem em seu planejamento a destinação correta de resíduos eletrônicos: computadores, celulares, TVs e toda a parafernália que fica obsoleta. O recém lançado E-waste World Map (Mapa do Lixo Eletrônico) alerta que a produção desta tralha — que causa severos danos ao meio ambiente — vai crescer um terço nos próximos cinco anos.

O mapa foi feito pela inicitiva Step — parceria entre a ONU, empresas, governos e ONGs de vários países do mundo. Em 2012, foram produzidas 49 milhões de toneladas de e-lixo. Para 2017, são esperadas mais de 65 milhões de toneladas. Isto equivale ao peso de 200 edifícios como o Empire State Building, em Nova York, um dos mais altos mundo; ou a onze Pirâmides de Gizé, no Egito; ou, ainda, encheria uma fila de grandes caminhões do tamanho de três quartos da linha do Equador.

Produção de lixo eletrônico vai crescer um terço nos próximos cinco anosiStockphoto

Segundo o E-waste World Map, os EUA foram o país com mais produção de lixo eletrônico em 2012: 9,4 milhões de toneladas (29,8 kg por habitante). Na América Latina, o Brasil ficou em segundo lugar — superado pelo México —, com 1,4 milhão de toneladas de e-lixo (7 kg por habitante).

Ruediger Kuehr, secretário-executivo da Step, afirma que a intenção do mapa é fazer empresas, governos e cidadãos entenderem o tamanho do problema. “Mesmo havendo muita informação sobre os impactos negativos ao meio ambiente e à saúde, a falta de dados globais dificulta o entendimento da magnitude real do problema”, diz.

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