Por monica.lima

O procurador regional da República Osório Barbosa, que atua em São Paulo, enviou um pedido de investigação ao Núcleo de Tutela Coletiva do Ministério Público Federal no Estado contra o comando da Eletrobras e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O ofício tem como base uma representação formulada por acionistas minoritários da empresa de capital aberto, cujo sócio majoritário é a União. O caso teve início quando a direção da empresa votou, em uma assembleia geral extraordinária, pela redução de uma indenização que a União devia pagar à Eletrobras. Técnicos da CVM concordaram que os representantes do governo federal não deveriam votar sobre o assunto, pois havia um conflito de interesses, uma vez que a alteração beneficiava o governo.

Para encerrar o processo de sanção, a União se propôs a organizar um evento "com tema central do interesse do mercado de capitais e da economia brasileira como um todo". Pela proposta, o assunto e as datas seriam posteriormente acordados com a CVM. A assembleia foi convocada para decidir sobre a renovação antecipada das concessões de geração e transmissão de energia com vencimento em 2017, proposta pela lei 12.783/2013. Segundo cálculo dos minoritários, para aceitar a renovação automática, a Eletrobras teve de abrir mão de R$ 17 bilhões do valor da indenização por ativos não amortizados ou depreciados. A maioria dos votos pela renovação foram dados pela própria União e pelo BNDES e BNDESPar. Lembram que duas empresas do setor controladas por governos tucanos, a Cemig e a Cesp, não aceitaram a proposta de renovação.

Atitude preventiva

A CVM ainda não decidiu se aceitará a proposta feita pelo governo federal. Mas os sócios minoritários já apontaram vários casos em que propostas semelhantes não foram aceitas. Argumentam que o risco de não punir a União é maior, pelo número de empresas que controla.

Repertório maior

Nesta semana, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) cantou no plenário "Disparada", para homenagear o cantor Jair Rodrigues. Na semana passada, o parlamentar entoou a música "Deixa isso pra lá" em Jundiaí (SP). Mas os destaques de seu repertório ainda são de Bob Dylan e Racionais.

Além do folclore

Mas, Eduardo Suplicy não usou a sessão do Senado só para cantar. Ele aproveitou para rejeitar as comparações da crise de abastecimento de água em São Paulo com a situação do setor elétrico. Apontou, entre as diferenças, o investimento na interligação do sistema energético.

Amigo de Padilha e dos tucanos

Recém-filiado ao PR, o presidente da Conib (Confederação Israelita do Brasil), Claudio Lottenberg, chegou a ser cogitado para ser candidato a vice na chapa do ex-ministro Alexandre Padilha ao Palácio dos Bandeirantes, mas anda mais próximo mesmo dos tucanos. Depois de oferecer um jantar ao presidenciável Aécio Neves, ele viaja para Israel com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Por enquanto, a amizade com Padilha permanece inabalada.

Campos acerta linha de passe com Romário

O deputado federal Romário (PSB-RJ) oficializou na quarta-feira, nas redes sociais, sua pré-candidatura ao Senado pelo Rio de Janeiro. Segundo o ex-jogador, a decisão foi tomada durante uma reunião com o presidenciável Eduardo Campos (PSB). Os socialistas devem apoiar o nome do deputado federal Miro Teixeira (Pros) para o governo fluminense.

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Com Leonardo Fuhrmann

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