Por monica.lima

Depois que o maio amarelo passou em branco pipocam, aqui e ali, dados de uma realidade alarmante. Os acidentes têm crescido e os motivos, mais do que conhecidos, estão sendo ampliados por dados curiosos, levantados por seguradoras. Sabemos que as informações sobre os carros chegam junto com a rápida evolução dos modelos, mas os hábitos de leitura e de buscar a informação têm sido resumidos às notícias ralas da televisão ou às mentiras do Facebook. Assim, por incrível que possa parecer, os consumidores, muitas vezes, desconhecem o que significam sistemas e capacidades de seus automóveis novinhos. Sem se importar ou sem ter tempo para isso, muita gente que agora compra carros com airbags e freios ABS, por força de lei, nunca ouviu falar de características que podem acarretar até em sua morte.

No caso dos freios ABS, por exemplo, a maior vantagem deles é manter a dirigibilidade do carro que estaria à deriva em uma derrapagem, com diferenças de aderência no piso, por água, óleo ou o que o valha. Assim, ao sentir a vibração dos freios ABS, muita gente alivia o pé e acha que existe algum defeito. É justamente o contrário. O freio ABS deve ser pressionado com toda a força durante a emergência, para elevar eficiência enquanto o motorista tenta controlar o carro. Para evitar isso existem os assistentes de frenagem, que aumentam a pressão do fluido hidráulico dos freios quando ‘percebem’ o susto.

No caso dos airbags — agora os frontais são obrigatórios no Brasil — o seu uso indevido também traz problemas. Muitos acreditam que a bolsa fica inflada após a batida. Ela infla por centésimos de segundo, necessários para amortecer o choque dos ocupantes contra o volante ou o painel. Este choque ocorre, em maior ou menor medida, mesmo com o uso do cinto, por isso o airbag é complementar e fundamental. Os dois funcionam juntos, portanto, não afivelar o cinto é muito arriscado. O airbag pode te matar durante um acidente. As crianças devem estar sempre na cadeirinha e os ocupantes de trás devem usar o cinto, se não, o airbag e os cintos dos da frente terão o papel inverso de ferir os ocupantes, após a projeção do corpo dos passageiros durante a batida.

São exemplos curtos e grossos de detalhes importantes, mas o motorista deve também buscar conhecer os seus faróis adaptativos, a tramitância luminosa dos vidros, que não devem ter película, os ícones luminosos que aparecem no painel etc. Isso pode ser feito com a leitura cuidadosa do manual do proprietário, uma vez que as técnicas para conduzir esta máquina de uma tonelada a 100 km/h ainda estão longe de chegar a um número expressivo de pessoas que ocupam o assento dianteiro esquerdo do automóvel.

PONTO-A-PONTO

? A Liberty Seguros apontou a bateria como principal vilã nos seus serviços de emergência. A peça foi a causa de 73,10% dos atendimentos.

? O CESVI- Brasil adverte que o novo diesel S10, com 10 partes de enxofre por milhão, pede limpeza prévia do sistema de abastecimento. Isto porque remove a sujeira do diesel mais ‘pesado’ e pode
provocar entupimentos.

? As motos austríacas KTM estão voltando ao Brasil pelas mãos da Dafra que montará em Manaus onze modelos street e trail.

A Europa finalmente está saindo de seu túnel escuro e se recupera da pior recessão econômica desde a II Guerra Mundial. As palavras são o CEO do grupo Renault-Nissan, Carlos Ghosn, que acrescentou ser este o momento de ouvir os novos ‘consumidores inteligentes’, formados pela crise econômica. Neste aspecto, Ghosn lembrou o bom desempenho do grupo no continente, apesar do parco crescimento do PIB.

? Aqui no Brasil, Ghosn tem motivos para comemorar. A Renault chegou a 7,8% de participação, graças aos seus Logan, Sandero e Duster.

? A Chevrolet busca um modelo de imagem para reforçar o marketing. O Camaro Conversível, batizado de Sunrise, chegou ao Brasil com o fundamental suporte da marca e de sua ampla rede de revendas. Sob o capô, o motor V8 6.2 litros com 406 cv, acoplado a câmbio automático sequencial de seis marchas com ‘paddle shifts’: R$ 240 mil.

Ssangyong quer seguir o EcoSport

A marca coreana que teve seu melhor ano de vendas em 2013 aposta forte no segmento mais versátil do mercado. Sucesso no mundo, os SUVs tem bons — ou maus — caminhos pela frente. O conceito da foto é o X100, em foto no Salão de Nova Delhi, Índia. Trata-se de um SUV compacto para seguir a trilha do brasileiríssimo EcoSport. O X100 chega em 2015.

‘Novo’ Civic

No visual, para fazer frente ao Toyota Corolla, o Civic ganhou uma barriguinha na grade, faróis de neblina redondos, para-choques redesenhados e rodas aro 17. Por dentro, o consagrado painel é bicolor. Acossado pelas novidades — entre elas o Nissan Sentra —, o Honda foi atualizado e custa entre R$ 65,9 mil e R$ 74,9 mil.

O Chery do Brasil

O primeiro protótipo do Celer nacional foi apresentado na fábrica do grupo em Jacareí (SP). Trata-se de uma unidade artesanal e pré-série que antecipa as formas e processos do compacto que vai ser lançado ano que vem. A fábrica será inaugurada em novembro.

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