Por diana.dantas

Como vimos ontem aqui no BE, a Samsung acaba de lançar uma linha de smartphones de primeira. São os Galaxy A3, A5 e A7, com preços variando entre R$ 1.199 e R$ 2.099. Coisa fina mesmo, de que vamos falar qualquer hora dessas, a ver se funciona mesmo.  

Por sinal, achei interessante saber que o brasileiro troca de celular, em média, a cada 13 meses. De acordo com o Roberto Soboll, diretor de produtos da Samsung, tudo indica que vamos continuar nessa média. O brasileiro, pelo jeito, está investindo bastante em celular, porque esse tempo de vida útil me parece muito curto. Culpa não só do hardware, que vai perdendo o viço, mas principalmente do software, que vai exigindo mais e mais do aparelho. Bom... É esse jogo que mantém viva a indústria de tecnologia.

Leia também: Samsung lança smartphones para rivalizar com o ‘pau de selfie

Mas estava falando do novo Galaxy, cuja câmera frontal tem nada menos que 5MP e é sob medida, portanto, para o tal selfie. E justamente o que me chamou atenção na apresentação do smartphone para a imprensa foi o estudo sobre selfie encomendado pela Samsung à consultoria Antennas Business Insight, focada no mercado mobile. A pesquisa mostrou que essa febre de exibicionismo aparentemente tão bobo deveria ser levada a sério pelas empresas. Não foi à toa que ‘selfie’ foi considerada a palavra de 2013, de acordo com o dicionário ‘Oxford’. Desde então, vimos até o Barack Obama fazendo graça em selfie...

Um dado interessante descoberto pela pesquisa, por exemplo, é que 51% dos entrevistados só usam o celular para fazer selfies. Estranho? Claro que não, considerando que 75,85% do nosso mercado ainda é de contas pré-pagas, como informou a Anatel. Isso significa uso limitado para voz e intenso para o compartilhamento de ‘conteúdo próprio’ nas redes sociais, sobretudo em ambientes com wi-fi. Outro ponto: 12% fazem alguma selfie todos os dias. E por que digo que selfie é coisa séria? Porque é um campo vasto a ser explorado pelo marketing. Ou não?

Censura no século XXI

Graças a ‘amigos’ sem noção do Facebook, já vi muita maldade publicada na minha timeline. Já vi crianças, animais, mulheres e homens apanhando ou, mesmo, morrendo. A publicação de inúmeras atrocidades é livre. Mas nu, nu artístico, não pode. Nem seios aqui, bundinha ali, nada disso. O responsável pela publicação é punido com advertência, suspensão ou até a expulsão da rede social. E nem estou falando de pornografia.

E Google, então? Você vai lá, pesquisa e encontra as maiores aberrações da Humanidade. Muitas delas, em vídeo. E tudo bem. Mas, quando um site de notícias publica a bunda da Paolla Oliveira (que sim, é notícia!), o Google vai e adverte o editor do tal site, dizendo que está contrariando as normas da casa. Resumo da história: a polícia de bons costumes e a censura estão mais do que ativas.
Onde será que isso vai parar?

A festa dos nerds já está rolando

Vai de hoje até o próximo dia 8, no São Paulo Expo (o velho Centro de Exposição Imigrantes), a Campus Party Brasil. Festa de gente grande, sempre conectada ao futuro. O programa merece consideração. Entre os dez palcos, desfilarão nomes como o neurocientista Miguel Nicolelis, o professor de Stanford que revolucionou a banda larga, John Cioff, o “Zuckerberg italiano”, Matteo Achilli, o pesquisador da NASA Matthew Reyes, Ime Archibong, do Facebook e o criador do primeiro mp3, Nathan Schulhof, entre outros. O bom é que grande parte das 600 horas de programação estará online, em campuse.ro.

Google Eath Pro agora é gratuito

O Google Earth Pro, que custava US$ 400 por ano, agora é gratuito. É uma linda brincadeira, principalmente com a criançada, que certamente tem muito a aprender sobre nosso planetinha. Para usar o serviço completo, basta baixar o software em www.google.com/earth/download/gep/agree.html.

Pau de selfie está na mira da polícia

E por falar em selfie: o tal do pau de selfie — que, dizem, foi inventado pelo compositor Falcão — está sendo proibido em estádios de futebol. O problema, para variar, é que sempre tem alguém que pode aproveitar o acessório como uma arma de guerra. Ah, a humanidade...

Uma assinatura que vale muito

Contribua para mantermos um jornalismo profissional, combatendo às fake news e trazendo informações importantes para você formar a sua opinião. Somente com a sua ajuda poderemos continuar produzindo a maior e melhor cobertura sobre tudo o que acontece no nosso Rio de Janeiro.

Assine O Dia