Por monica.lima

Segundo André Garcia%2C criador do Estante Virtual%2C a economia na compra de livros no portal chega a ser de 52%%2C em médiaEstefan Radovicz / Agência O Dia

A necessidade de garimpar livros em sebos e sites sobre o tema psicologia social, que pudessem servir de base para um curso de mestrado nessa área, acabou sendo o pontapé inicial para que André Garcia criasse, em outubro de 2005, o portal Estante Virtual.

“Eu queria mudar de área e me tornar professor. Por conta do mestrado que queria fazer em psicologia social, eu, que já lia muito, em torno de cem livros por ano, tinha muita dificuldade em encontrar alguns deles, pois apenas seis sebos estavam com seu acervo disponível na internet. Foi nessa busca que pensei em uma forma de encontrar os livros desejados. Em um sebo, por exemplo, o livro é que te acha e não você que acha o livro”, relembra André, que desenvolveu um primeiro projeto em 2004 que originou, um ano depois, o Estante Virtual.

Passados dez anos, o marketplace de livreiros virtuais e sebos reúne mais de um milhão de títulos diferentes, entre livros novos, seminovos, usados, raros, disponíveis em mais de 1.350 sebos e livreiros espalhados por 339 cidades brasileiras. Em fevereiro, o Estante Virtual chegou à marca de 14 milhões de livros vendidos.

A novidade é a entrada no mercado de livros novos, acrescentando mais de dois milhões de títulos vindos diretamente dos livreiros. Segundo Garcia, a economia na compra de livros no Estante Virtual chega a ser de 52%, em média. No caso de livros universitários, pode chegar a R$ 92.

“Há títulos a partir de R$ 2 e, em quase uma década de existência, já foram vendidos mais de três milhões de livros de até R$ 10. Agora, entrando no mercado de livros novos, abrimos um novo canal para o consumidor. O cadastro ainda está restrito a livreiros e sebos. Mas a empresa deverá abrir, em breve, um cadastro para livrarias convencionais que vendem livros novos”, explica Garcia.

A entrada de investidores no negócio não faz parte dos planos do empresário, que utiliza recursos próprios para fazer as atualizações necessárias em tecnologia e atendimento. No ano passado, Garcia investiu R$ 4 milhões na empresa.

“Temos uma filosofia de trabalho que pode não ser considerada atrativa para um investidor. Os cerca de 50 funcionários da Estante Virtual, jovens em sua maioria, cumprem uma jornada de trabalho das 13h às 19h. Para mim, o ócio é parte fundamental de um processo criativo que pode trazer excelentes resultados não apenas para o negócio, mas também para a vida do funcionário”, destaca ele, que não abre números de faturamento da empresa, mas afirma que seu ganho vem de uma mensalidade cobrada a cada livreiro ou sebo no país, além de uma comissão que varia de 12% a 8% nas vendas, de acordo com o volume de livros vendidos.

Além de aproximar apaixonados por livros em todo o Brasil de livreiros e de sebos, o modelo de marketplace permite a Garcia conhecer melhor também o perfil de seus consumidores. Pelo levantamento feito pela equipe, o Estante Virtual tem, em média, 2,5 milhões de acessos ao site por mês. Entre os visitantes assíduos do portal, 57,23% são mulheres e 42,77%, homens. A maior parte deles tem entre 25 a 34 anos e a média de venda diária é de oito mil livros em todo o país. Os acessos ao site passam de 700 mil durante a primeira semana do período de volta às aulas. Os números são do começo do ano letivo de 2015. O Estante Virtual também tem fãs no Facebook. A fanpage tem, até o momento, 380 mil curtidas, mais de 70% delas do público feminino.

Uma loja de sapatos que cabe na bolsa

A rede de franquias Quinta Valentina, especializada em calçados, uniu o franchising com a venda direta e desenvolveu um sistema de vendas onde a “loja” vai até a cliente em uma shoe bag com capacidade média de 20 a 30 pares. A franquia trabalha com 60 modelos e planeja chegar a 500 franqueados este ano.

Arte Própria cria peças para franquias

Depois de trinta anos vendendo quadros, espelhos, pinturas e molduras para hotéis, lojas de móveis e redes de varejo, a Arte Própria investe em franquia. A empresa reuniu um time de designers que produzem itens exclusivamente para os franqueados. A primeira unidade foi inaugurada em Araçatuba (SP).

Conteiner é endereço de imobiliária

A montagem de estruturas em contêineres para a instalação de imobiliárias é o foco da IMOBB, franquia criada este ano e que promete escritório completo com duas vagas de estacionamento, paisagismo e mobiliário. Em 2015, a meta é a abertura de seis unidades.

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