Rejeitos devem chegar nesta quarta-feira à Colatina, 400 quilômetros do local da tragédia

Por rafael.souza

Espírito Santo - Quase duas semanas após o rompimento da barragem de rejeitos da Samarco, em Bento Ribeiro, distrito Mariana, Região Central de Minas Gerais, cidades que são cortadas pelo rio Doce ainda enfrentam problemas com a lama.

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Os municípios que foram atingidos já começaram a contabilizar os estragos e pretendem entrar em ação em breve para reconstruir tudo o que foi perdido.

Na tarde desta quarta-feira deve chegar à Colatina, no Espirito Santo – 400 quilômetros do local da tragédia – os resíduos transportados pelo rio Doce.

Os militares não têm prazo de saída do município. Divulgação / Governo do Espírito Santo

De acordo com a prefeitura da cidade, cerca de 100 homens do Exército, mais de 51 caminhões pipa e helicópteros da Polícia Militar e da Samarco, esperam no estádio da cidade, a ordem de entrarem em ação assim que a lama vinda de Bento Ribeiro, chegar à cidade.

Por conta dos rejeitos minerais, a cidade capixaba determinou que o fornecimento de água fosse cortado a partir da 0h desta quarta-feira. O rio Doce é responsável pelo abastecimento da região. A distribuição passará a ser feita em pelo menos 50 tanques de 10 mil litros espalhados por diversos bairros da cidade, além de seis poços artesianos que estão sendo perfurados.

Prefeitura traça estratégia de abastecimento alternativa em Colatina (ES)Divulgação

A prefeitura de Colatina afirmou que pretende captar água de outras fontes, como os rios Pancas e São João Grande, e as lagoas do Batista e do Limão. Além disse existe um estudo para a viabilidade de utilização de duas adutoras.

Atualmente o munícipio tem aproximadamente 120 mil habitantes, e será a primeira cidade do Espiríto Santo a receber os rejeitos minerais.



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