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Lançamento quebra ‘trégua’ com Donald Trump, que prometera ‘fogo e fúria’

Por karilayn.areias

Rio -  A ‘trégua’ na Península da Coreia não durou muito. O regime de Kim Jong-un disparou na sexta-feira à noite, três mísseis de curto alcance em direção ao Japão. Seria uma resposta aos exercícios conjuntos das Forças Armadas sul-coreanas e norte-americanas.

Kim Jong-un inspeciona fábrica de mísseis em foto divulgada esta semana por sua agência de notíciasAFP

Não se sabe qual foi a intenção da Coreia do Norte, mas os três projéteis falharam. O primeiro e o terceiro caíram no Mar do Japão; o segundo explodiu logo no lançamento.

Até o fechamento desta edição, a agência estatal norte-coreana de notícias ainda não tinha se manifestado.

O temor, nos primeiros instantes após os disparos, era que Kim Jong-un tivesse ordenado o ataque às bases americanas em Guam, já que o regime assegurava ter mísseis de longo alcance.

Mas o Comando Militar do Pacífico, no Havaí, afastou a possibilidade. O incidente vai acirrar as tensões na Ásia. Esta semana, Donald Trump se vangloriava do ‘recuo’ de Kim Jong-un na intenção de atacar Guam ou o Alasca.

“Eu acredito que ele está começando a nos respeitar”, completou o presidente americano.

A escalada (verbal) dos ânimos começou quando Pyongyang disse ter testado com sucesso dois mísseis intercontinentais.

Imediatamente, Donald Trump chegou a prometer uma reação de “fogo e fúria” à Coreia do Norte, que rebateu, ameaçando disparar quatro mísseis contra Guam. O plano de ataque teria sido exposto a Jong-un semana passada, mas ele decidiu não agir.

“Algumas pessoas disseram que era muito forte. Não é suficientemente forte”, espezinhou Trump.

EXIBIÇÃO

Nesta quarta-feira, a Coreia do Norte divulgou seus avanços técnicos no domínio balístico.

Em inspeção do Instituto de Materiais Químicos da Academia de Ciências da Defesa, que desenvolve os mísseis norte-coreanos, Kim Jong-un ordenou a fabricação de mais motores e ogivas de ICBMs.

A imprensa oficial chegou a publicar imagens que, segundo analistas, atestam alguns avanços. Em uma das fotos, Kim posa ao lado de um imponente tubo marrom.

Para Jeshua Pollack, do Instituto Middlebury de Estudos Internacionais, tratase de “um cilindro de fibra, que evidentemente protege um motor de foguete a combustão sólida em curso de fabricação”.

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