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Esperamos que os respectivos gestores façam uma autocrítica, revejam seus secretariados e comecem o segundo semestre revendo suas prioridades

Por karilayn.areias

Rio - Duque de Caxias foi o município da Baixada que mais demitiu trabalhadores este ano. Em seguida, vêm Nova Iguaçu, São João de Meriti e Belford Roxo. Dura realidade para os moradores de uma região que já sofre no dia a dia com a falta de Saúde, Transporte e Educação.

O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou os dados do Caged, e os moradores esses municípios continuam sem perspectiva para o mercado de trabalho por total falta de políticas públicas. O Estado do Rio perdeu no primeiro semestre 65.887 empregos formais.

Só os 13 municípios da Baixada demitiram 13.901 trabalhadores — ou 21% do total do estado. Só Guapimirim teve balanço positivo, com 75 novos postos... No ranking do MTE de evolução do emprego formal em cidades com mais de 30 mil habitantes, dos 49 municípios analisados, Caxias aparece em 48º lugar, seguido de Nova Iguaçu (45º), Meriti (44º) e Belford Roxo (40º). Analisando os números do mercado de trabalho dos 13 municípios da Baixada, esses quatro foram os que mais demitiram de janeiro até junho. Trabalho e emprego trazem dignidade ao cidadão.

Além disso, quanto mais pessoas empregadas, mais o dinheiro circula no município, aumentando a arrecadação de ISS e de outros impostos. Recentemente nós assistimos perplexos a quase todos os deputados federais que se dizem representantes da Baixada votarem contra os trabalhadores na Câmara em troca de emendas — que os prefeitos em geral não sabem como utilizar —, cargos no governo federal ou outras coisas, sabe-se lá o quê. O legado deles poderá ser a entrada para o lixo da história política da Baixada e do Estado do Rio.

Menos redes sociais divulgando pirotecnias e marketing político de quinta categoria e mais ações reais para gerar emprego para minimizar o sofrimento dos moradores da Baixada é o mínimo que os prefeitos e deputados deveriam fazer e é o que o povo daBaixada realmente precisa.

Esperamos que os respectivos gestores façam uma autocrítica, revejam seus secretariados e comecem o segundo semestre revendo suas prioridades. Com certeza não é destruindo marcas de gestões anteriores que os atuais prefeitos vão ser reconhecidos como grandes gestores, muito pelo contrário.

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