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João Doria, com seu exemplo de sucesso eleitoral e êxito administrativo, com popularidade, anima o setor empresarial, quando o eleitor procura justamente novidade, mas sem risco de aventuras

Por karilayn.areias

Rio - O fenômeno político-eleitoral que o surgimento de João Doria causou na política nacional, com sua eleição para a Prefeitura de São Paulo, está prosperando em todo o país.

São muitos os nomes oriundos da classe empresarial que estão sendo lembrados para 2018. Realmente, o empresário precisa ter os mesmos dons dos bons políticos: prudência, visão, coragem e compromisso com a qualidade. E, claro, honestidade e ética.

A Associação Comercial de São Paulo, por exemplo, revelou ao Brasil homens públicos de serviços prestados, como os ex-presidentes Brasílio Machado Neto, Paulo Maluf e Guilherme Afif Domingos. E a Fiesp emprestou alguns de seus dirigentes para funções políticas relevantes, como Roberto Simonsen.

A CNI deu Euvaldo Lodi, Albano Franco, José Alencar e Armando Monteiro Filho. Além dos consultores informais de governantes como João Dault, de Getulio Vargas, Rui Gomes de Almeida, de JK, Antônio Carlos Osório, de Costa e Silva, da Associação Comercial do Rio, Luís Bueno Vidigal e Mário Amato, da Fiesp.

Banqueiros também sempre deram uma contribuição positiva na política. Magalhães Pinto começou como presidente da Associação Comercial de Minas e chegou a  governador de Minas e chanceler, depois de sucessivos mandatos no Congresso. Vale destacar ainda, entre os banqueiros, Walter Moreira Salles, embaixador nos EUA; Irapuan Costa Júnior, governador e senador por Goiás; Laudo Natal, vice e governador de São Paulo; Amador Aguiar, secretário de Finanças do prefeito Adhemar de Barros; Olavo Setúbal, prefeito nomeado de São Paulo e chanceler. Belo Horizonte teve em José Oswaldo Araújo, Américo Gianetti e Rui Lage excelentes prefeitos; todos empresários vitoriosos.

João Doria, com seu exemplo de sucesso eleitoral e êxito administrativo, com popularidade, anima o setor empresarial, quando o eleitor procura justamente novidade, mas sem risco de aventuras.

Novidades com ficha limpa e bons resultados a apresentar. O Presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, é nome em alta.

Pensa um Brasil moderno no trato da economia e do social. Alguns que se colocam cometem o erro de tentar conciliar a figura do empresário, bom gestor, com agrados a uma esquerda boa de mídia, mas tradicionalmente ruim de voto. Além disso, distante dos fundamentos da economia de mercado liberal, que a população hoje entende como a via da retomada do crescimento e do emprego.

Muitos que foram nessa linha nunca tiveram sucesso em majoritárias. E exemplos são Ronaldo Cezar Coelho, no Rio, e Antônio Ermírio de Morais, em São Paulo. 

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