STJ manda soltar Carlos Nuzman

Ele terá que cumprir medidas cautelares

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Um dia após ser denunciado por quatro crimes pelo Ministério Público Federal (MPF) do Rio, o ex-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman, conseguiu ontem um habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Até o início da noite de ontem, o dirigente aguardava o alvará de soltura para deixar a prisão, onde estava desde o último dia 5.

Poucas horas após o STJ conceder a liberdade a Nuzman, o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, acatou a denúncia do MPF e transformou o cartola, seu braço direito, Leonardo Gryner, e outras quatro pessoas em réus no processo que investiga suposta compra de votos para que o Rio fosse sede dos Jogos Olímpicos 2016.

A prisão do ex-presidente do COB foi substituída, por meio de liminar, por medidas cautelares alternativas, entre elas a proibição de deixar o Rio de Janeiro e de ter acesso às instalações dos comitês Olímpico do Brasil e Rio 2016. Ele também está proibido de manter contato com demais acusados pelo MPF e terá que entregar o passaporte e se apresentar regularmente à Justiça.

No pedido de soltura, os advogados Nelio Machado, João Francisco Neto e Guido Ferolla sustentaram que a prisão de Nuzman era um constrangimento ilegal. Segundo denúncia do MPF, Carlos teria participado do esquema que pagou mais de R$ 6 milhões a dirigentes do Comitê Olímpico Internacional pelos votos do Rio e ainda manteria recursos ocultos em um cofre na Suíça.

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