Argentina contra reforma

Protestos e greve tomaram o país. Governo tenta aprovar mudanças na Previdência

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Chuva de pedras caiu sobre policiais no protesto de ontem. Manifestantes garantem que ali 'não é o Brasil'
Chuva de pedras caiu sobre policiais no protesto de ontem. Manifestantes garantem que ali 'não é o Brasil' -

Violentos confrontos entre a polícia e manifestantes sacudiram Buenos Aires ontem, na Praça do Congresso, onde deputados debatiam a polêmica Reforma da Previdência promovida pelo governo do presidente Mauricio Macri.

Uma greve geral também foi convocada, e voos do Brasil para a Argentina foram cancelados.

Ativistas lançaram pedras, garrafas e rojões contra policiais, que revidaram com gás lacrimogêneo e balas de borracha, deixando vários feridos dos dois lados.

Mudanças

Essa é a segunda vez que o governo argentino tenta aprovar a reforma, que também regulamenta benefícios sociais. Na quinta-feira, a sessão no Congresso teve que ser cancelada por conta das manifestações.

Em um dos protestos, os argentinos fizeram alusão à tentativa do governo Temer de tentar aprovar as mudanças na Previdência e bradaram "aqui não é o Brasil!", para se referir à falta de mobilização da população contra as medidas.

Macri propõe elevar a idade mínima para a aposentadoria, de forma opcional, de 65 para 70 anos para os homens e de 60 para 63 anos para as mulheres. Além disso, o governo propõe mudar o cálculo de pensões e de auxílio social. O objetivo é reduzir o déficit fiscal, estimado em 5% do Produto Interno Bruto (PIB).

A reforma impacta cerca de 17 milhões de argentinos. O governo assinou um acordo com os estados para dividir o valor economizado pela reforma.

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