Eleição no Rio em 2018 é para prefeito ou para governador?

Por Cesar Maia Vereador pelo Democratas; presidente do DEM na cidade do Rio. Ex-prefeito do Rio por três mandatos

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O sonho oculto, efetivo (ou ambição?) dos pré-candidatos a governador do Rio de Janeiro em 2018 é perder a eleição e se candidatar a prefeito do Rio em 2020.

Na próxima eleição de 2018, para governador, todos os pré-candidatos são competitivos para chegar ao segundo turno. Talvez seja exatamente isto que esteja os estimulando mais a se candidatar e, com isso, afirmarem-se como personagens na eleição de 2018. Dessa forma, atrairão a atenção nos programas e comerciais de TV, terão cobertura da imprensa, e a visibilidade para todos os que têm mais e os que têm menos crescerá.

Para se chegar a esta conclusão de sonho oculto, um grupo de estudantes, um a um, realizou uma tarefa informal. Ir à agenda dos pré-candidatos (ou contatá-los através das redes sociais) e fazer algumas perguntas simples, mais ou menos assim:

I) Ser governador nesta crise financeira do estado e ao meio da crise da segurança pública é masoquismo?;

II) Ser prefeito do Rio não seria tarefa muito mais atraente?;

III) Se você não se eleger governador, aceitaria ser candidato a prefeito na eleição de 2020?

As respostas se não foram iguais foram muito semelhantes. A primeira veio acompanhada de um sorriso e arrematada com: " é, você tem uma certa razão". A segunda teve respostas iguais: "... claro que sim". E na terceira pergunta as respostas foram também iguais: "... provavelmente".

Isso é reforçado principalmente porque a base eleitoral dos quatro pré-candidatos a governador é a mesma: a cidade do Rio de Janeiro e, naturalmente, o sonho de consumo de todos eles.

As pesquisas que circulam feitas pelos próprios pré-candidatos ou como pergunta agregada em outras pesquisas, pelos institutos, colocam sempre os nomes de Romário, Eduardo Paes, Indio da Costa e Tarcisio Motta. Romário aparecia na frente, com uns 20%. Os demais flutuavam no intervalo dos 6% a 10%.

E se supõe que na cabeça de todos eles venha aquela piada dos amigos que saíram correndo fugindo de um tigre. Um deles perguntou: "Para que estamos correndo, se o tigre é muito mais veloz que nós?" O outro respondeu: "Você, eu não sei, mas eu estou correndo para correr mais rápido que você, e o tigre vai escolher o mais próximo."

Supondo que este quadro pré-eleitoral se mantenha mais ou menos assim até a campanha, o alvo dos candidatos não será quem está em primeiro, mas os demais, cujas diferenças de uns para os outros estará na faixa de uns 3% ou 4%, estimulando a todos e criando a expectativa de ir para o segundo turno.

E a motivação é reforçada pela eleição de 2020 a prefeito do Rio. Um deles respondeu a um estudante: "É..., nessa eleição todos são candidatos a vencer, mas todos se perderem são, desde já, candidatos em 2020".

Nenhum ficará desmotivado durante a campanha porque todos vencerão, pois estarão ganhando força e visibilidade para 2020.

E, sendo assim, será uma campanha... animada!

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