Juiz Marcelo Bretas - Marcos Arcoverde / Estadão
Juiz Marcelo BretasMarcos Arcoverde / Estadão
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O pagamento de auxílio-moradia ao juiz Marcelo Bretas, responsável pela Lava Jato no Rio de Janeiro, foi alvo de questionamento na Ouvidoria da Justiça Federal. O jornal 'Folha de S. Paulo' noticiou que o juiz, casado com uma integrante da mesma categoria, entrou com ação para receber o benefício, apesar de resolução do Conselho Nacional de Justiça proibir a remuneração a casais que morem sob o mesmo teto. O magistrado e outros quatro colegas obtiveram judicialmente o direito à verba.

A resolução do CNJ foi elaborada depois de o ministro Luiz Fux, do STF, ter liberado o pagamento do auxílio a todos os juízes do país, em 2014.

No Twitter, Bretas, encarregado de julgar diversas ações em que o ex-governador do Rio Sérgio Cabral é réu, ironizou as críticas ao ganho extra. "Pois é, tenho esse 'estranho' hábito. Sempre que penso ter direito a algo eu vou à Justiça e peço. Talvez devesse ficar chorando num canto ou pegar escondido ou à força. Mas, como tenho medo de merecer algum castigo, peço na Justiça o meu direito".

A Ajuferjes (Associação dos Juízes Federais do Rio de Janeiro e Espírito Santo) saiu em defesa de Marcelo Bretas. "A constante campanha para tentar desmoralizar os juízes federais brasileiros pretende não só subtrair um direito como também denegrir a honra dos que hoje mais se empenham em coibir o maior dos males da administração pública brasileira, a corrupção organizada e voraz", diz a nota.

Em 14 de janeiro, O DIA revelou que 70 mil casas básicas poderiam ser construídas no programa Minha Casa, Minha Vida com o valor gasto para auxílio-moradia dos membros dos Poderes da União. Desde 2010, o governo federal gastou mais de R$ 4 bilhões com o benefício, que virou "penduricalho".

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