O resultado final apontou um índice de otimismo da ordem de 31%, numa escala que vai de 0 a 100%  - Divuglação
O resultado final apontou um índice de otimismo da ordem de 31%, numa escala que vai de 0 a 100% Divuglação
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Publicado 08/01/2018 19:28 | Atualizado 09/01/2018 18:59

Os empresários brasileiros iniciam o ano mais otimistas quanto ao desenvolvimento de seus negócios. A conclusão faz parte do estudo global International Business Report (IBR), realizado pela auditoria e consultoria Grant Thornton, que entrevistou 2,5 mil líderes de mercado em 35 países. No Brasil, cerca de 200 gestores responderam questões relacionadas a fatores, como Empregabilidade, Rentabilidade e Exportação. O resultado final apontou um índice de otimismo da ordem de 31%, numa escala de 0 a 100%.

A pesquisa se refere aos meses de outubro, novembro e dezembro. Em relação ao trimestre anterior ao período, que registrou o índice de 26%, houve um aumento de cinco pontos percentuais. O resultado fez o Brasil avançar no ranking internacional: o país passou da 25ª para a 22ª posição, ficando à frente da Rússia, Itália, Reino Unido e Japão.

"A melhora no otimismo dos empresários brasileiros pode estar influenciada pela pressuposição de que o ambiente global permanecerá favorável e que o quadro político não contaminará a economia de forma significativa. A continuidade da recuperação da expansão do consumo das famílias, a ampliação dos investimentos, reflexo da expansão do crédito para pessoas jurídicas, e o aumento do número de postos de trabalho são fatores que poderão reverter a contração da economia dos últimos anos", aponta Daniel Maranhão, sócio da área de auditoria da Grant Thornton.

Um dos indicadores que registrou maior variação foi o de Empregabilidade (57%), um avanço de 25 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, feito no meses de julho, agosto e setembro. Por outro lado, o indicador Exportação registrou otimismo dos empresários brasileiros da ordem de apenas 4%. Uma retração de 18 pontos percentuais.

Segundo Maranhão, a maior cautela do empresariado brasileiro está relacionada à incerteza quanto à capacidade de gestão do governo que será eleito este ano.

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