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Rio - A Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social (SECTIDS) afirmou ontem que vai manter repasses para a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Faperj), utilizando os 2% da receita líquida orçamentária governo. O órgão ressalta que, devido à crise financeira, nem toda a execução orçamentária foi realizada no ano passado e que existe uma dívida com a Faperj.

"O secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social, Gabriell Neves, vem se reunindo frequentemente com a Secretaria de Fazenda e a direção da FINEP (Financiadora de Estudos e projetos) a fim de conseguir empréstimos para liquidar a situação", informou a secretaria em nota.

O órgão acrescentou que, diferentemente do publicado pelo DIA, a SECTIDS fez repasses para a Faperj em 2016 e 2017. Em 2016, o valor aprovado foi de R$ 364 milhões, com despesa autorizada de R$ 345 milhões. Deste valor, a secretaria afirma que repassou 95% em 2016. Já no ano passado, foram aprovados R$ 537 milhões, com R$ 383 de despesas autorizadas. Deste total, foram repassados 71%, que ainda estariam em "fase de liquidação".

Desde domingo, O DIA vem mostrando a agonia da ciência fluminense, que ameaça a continuidade de importantes pesquisas. Dentre os projetos que sofrem com a falta de investimento, está o Criosfera 1, base da Uerj fincada no centro da Antártica que estuda o impacto do buraco da camada de ozônio e nas mudanças climáticas. As pesquisas estão paradas e basicamente só se faz a manutenção do posto avançado.

A penúria também deixa equipamentos de última geração, comprados até 2014 por R$ 7 milhões, encaixotados porque falta dinheiro para a instalação. A reportagem mostrou ainda um caso de uma pesquisadora que pegou empréstimo pessoal em banco para não ter de interromper o funcionamento do laboratório.

 

Hospital da Uerj volta a contratar
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O Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Uerj, ganhará um socorro de R$ 3,5 milhões da Secretaria Estadual de Saúde do Rio. O convênio, anunciado ontem pelo secretário de de Saúde, Luiz Antonio Teixeira Junior, vai permitir que a unidade volte a contratar novos médicos residentes.
Após vistoria realizada em setembro, a Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) decidiu, no início do mês, recomendar a suspensão do ingresso de novos profissionais no programa. Os motivos eram atrasos no pagamento das bolsas, redução de leitos, falta de insumos, entre outros. O repasse será de parcelas mensais de R$ 300 mil.
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