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O recrudescimento da política de enfrentamento no combate ao tráfico de drogas e armas no estado foi criticado pelo presidente da ONG Rio de Paz, Antônio Carlos Costa. Ele afirmou que, antes de iniciar o confronto, o estado precisa valorizar as polícias.

Costa destacou que os policiais precisam de mais recursos para atuar na prevenção e elucidação dos crimes. "É evidente que o estado perdeu o controle da situação", lamentou. Ele afirmou que a sede da ONG Rio de Paz, no Jacarezinho, foi atingida por cerca de 230 tiros nos últimos confrontos registrados na favela.

O coordenador de Segurança Humana do Viva Rio e ex-comandante geral da PM, coronel Ubiratan Ângelo, declarou que o estado ainda não encontrou uma forma para interromper as ações violentas do tráfico no Jacarezinho e Rocinha. "Uma coisa é o comércio de drogas, outra é a violência inserida na disputa territorial. Se o governo não consegue evitar a chegada de armas e drogas, a única solução é o confronto", ressaltou.

O sociólogo Ignacio Cano acredita que o atual governo não possui condições financeiras e políticas para implementar um plano de segurança que apresente resultados satisfatórios. "Não há solução a curto prazo. O governo está estacionado, sem recursos", disse. "Se o trabalho da polícia deixa a população vulnerável e insegura, é preciso dialogar com os moradores para repensar a atuação", avaliou.

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