Por

Aposentados e pensionistas do INSS que ainda não fizeram a prova de vida referente ao ano passado têm que correr contra o relógio para não ter o benefício suspenso, como aconteceu com o presidente Michel Temer, que está sem receber sua aposentadoria de R$ 20 mil desde novembro do ano passado porque não fez o recadastramento. O prazo acaba no próximo dia 28.

Segundo a Previdência, a prova de vida obrigatória tem por objetivo dar mais segurança ao cidadão e ao Estado brasileiro, evitando pagamentos indevidos de benefícios e combater fraudes contra o INSS.

E em tempo de cortes de gastos, o segurado tem que ficar esperto e não deixar a "peteca cair". Por isso a prova de vida precisa ser feita antes do prazo final. Basta apresentar um documento com foto, como identidade, Carteira de Trabalho , Carteira Nacional de Habilitação (CNH) entre outros, na agência em que sacam seus benefícios.

Alegando "falta de tempo", o Palácio do Planalto confirmou que o presidente perdeu o prazo para realizar a prova de vida, uma exigência para receber a aposentadoria como procurador do Estado de São Paulo. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência informou ainda que Temer "fará o recadastramento assim que possível".

Todos os aposentados devem fazer o recadastramento anual obrigatório no mês de aniversário. O presidente completou 77 anos em setembro passado e não fez a prova de vida. Temer requisitou aposentadoria aos 55 anos e recebia cerca de R$ 45 mil brutos. O valor é reduzido para manter a remuneração no teto constitucional, de R$ 33,7 mil.

Você pode gostar
Comentários