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Horário: 00h30

Enredo: 'Meu Deus, Meu Deus, Está Extinta a Escravidão?'

Em homenagem aos 130 anos da abolição da escravidão, a escola preparou um desfile em que conecta os acontecimentos do passado com a situação política atual do Brasil. Em tom de deboche, haverá críticas às manifestações pró-impeachment de 2016, com fantasias do pato da Fiesp; à reforma trabalhista; e ao presidente Michel Temer, que estará representado como vampiro no destaque de uma alegoria.

Compositores: Claudio Russo, Moacyr Luz, Dona Zezé, Jurandir e Aníbal

Irmão de olho claro ou da Guiné

Qual será o valor? Pobre artigo de mercado

Senhor eu não tenho a sua fé, e nem tenho a sua cor

Tenho sangue avermelhado

O mesmo que escorre da ferida

Mostra que a vida se lamenta por nós dois

Mas falta em seu peito um coração

Ao me dar escravidão e um prato de feijão com arroz

Eu fui mandinga, cambinda, haussá

Fui um rei egbá preso na corrente

Sofri nos braços de um capataz

Morri nos canaviais onde se planta gente

Ê calunga! Ê ê calunga!

Preto Velho me contou, Preto Velho me contou

Onde mora a sengora liberdade

Não tem ferro, nem feitor

Amparo do rosário ao negro Benedito

Um grito feito pele de tambor

Deu no noticiário, com lágrimas escrito

Um rito, uma luta, um homem de cor

E assim, quando a lei foi assinada

Uma lua atordoada assistiu fogos no céu

Áurea feito o ouro da bandeira

Fui rezar na cachoeira contra bondade cruel

Meu Deus! Meu Deus!

Se eu chorar não leve a mal

Pela luz do candeeiro

Liberte o cativeiro social

Não sou escravo de nenhum senhor

Meu Paraíso é meu bastião

Meu Tuiuti o quilombo da favela

É sentinela da libertação

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