Por bferreira

Rio - Mais de 110 mil pessoas se beneficiaram com atividades de educação ambiental e geração de renda, e 28 espécies da fauna da Amazônia foram protegidas, nos últimos seis anos, em iniciativas patrocinadas pela Petrobras na região. A empresa investiu R$ 110,8 milhões em 124 projetos sociais e ambientais.

Pacto das Águas%3A produção de castanha e plantio de árvoresPetrobras

Um deles, o Conservação de Vertebrados Aquáticos Amazônicos (Aquavert), do Instituto Mamirauá, monitora espécies nativas ameaçadas de extinção numa área de mais de três milhões de hectares no Médio Solimões. O trabalho garantiu o nascimento de 42 mil filhotes de quelônios e a observação de mil tartarugas-da-amazônia. Pesquisadores também reabilitaram dez filhotes de peixes-boi amazônicos, dos quais três serão devolvidos à natureza ano que vem. O projeto envolveu seis mil pessoas em atividades de educação, pesquisa e tratamento de animais.

Já o Pacto das Águas e o Encauchados Vegetais da Amazônia preservam, juntos, 2,3 milhões de hectares. Este ano, o Pacto ampliou a área de 800 mil hectares para 1,9 milhão, entre o noroeste do Mato Grosso e o sudeste de Rondônia, ajudando três mil pessoas. Indígenas e seringueiros plantaram, de 2007 a 2012, 1,2 milhão de mudas de espécies como açaí, pupunha e castanheira. E produziram 90 toneladas de borracha e 1,5 milhão de quilos de castanha do Brasil, gerando R$ 4,8 milhões.
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O Encauchados (nome de tipo de artesanato) beneficiou, desde 2009, 1.500 pessoas (Acre, Amazonas, Pará e Rondônia). Indígenas, seringueiros, ribeirinhos, quilombolas e agricultores desenvolveram, com o Polo de Proteção da Biodiversidade e Uso Sustentável dos Recursos Naturais, tecnologia simples e de baixo custo que mistura látex de seringueiras com fibras vegetais, pó de madeira e ouriço da castanha, para elaboração de artesanato. A produção é vendida até no exterior. Foram feitas 100 mil peças, aumentada em 60% a geração de renda e protegida área de 370 mil hectares.
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