Jornada dupla vira um grande desafio no mercado de trabalho

Saber administrar duas profissões, sem comprometer a eficiência de uma delas, é o desafio da maioria dos profissionais

Por O Dia

Jornalista e guitarrista Aline Carvalhal%2C de 23 anos%2C concilia as duas profissões desde 2012 quando entrou para uma banda de rockDivulgação

Rio - É cada vez mais comum encontrar profissionais, de diferentes carreiras e faixas etárias, que exercem duas atividades simultaneamente. Saber administrar, sem comprometer a eficiência de uma delas, é o desafio da maioria. Especialistas em RH afirmam que as áreas artística, esportiva e ações empreendedoras estão entre as principais escolhas de quem exerce mais de um ofício ao mesmo tempo.

A psicóloga Helenita de Araújo Fernandes, coordenadora do curso de MBA em Gestão de Pessoas do IBMR, argumenta que, em geral, a opção por atuar em duas frentes de trabalho está relacionada a motivações ligadas à necessidade financeira ou à realização pessoal. “É claro que é preciso ter características bem definidas para que este profissional não fique sobrecarregado ou para que seu desempenho não seja prejudicado em nenhuma das duas atividades”, explica.

Segundo a especialista em gestão de pessoas, uma boa administração do tempo, planejamento, disciplina e apoio familiar são pontos importantes para que esta escolha não prejudique o indivíduo na sua vida tanto profissional quanto pessoal.

“Dependendo de sua comunicação e de como aborda seu interesse nas atividades paralelas, esta opção pode, inclusive, ser considerada um diferencial, pois o profissional está desenvolvendo suas múltiplas habilidades e recursos”, conta a psicóloga.

A coordenadora do IBMR comenta ainda que em um ambiente onde a criatividade e a iniciativa são competências vistascombons olhos, esse fato pode ser uma referência bastante positiva.

Questão financeira

Consultora de RH da Simetria Terceirizados e Temporários, Valéria de Almeida Coelho diz que há pessoas que optam por uma segunda profissão pelo fato de a área que mais gosta não ter retorno financeiro suficiente.

“Essa prática não é a ideal, mas caso a situação se faça necessária, o importante é se empenhar para que ambas sejam produtivas e feitas com dedicação”, diz a consultora.

Jornalista diz que a carreira de musicista acaba ficando em segundo plano

A jornalista e guitarrista Aline Carvalhal, de 23 anos, concilia as duas profissões desde 2012 quando entrou para a banda de rock Urgia. Repórter de uma editoria especializada em games e tecnologia, ela conta que já trabalhava como jornalista quando ingressou na banda.

“Na verdade, conheci o vocalista da banda, que também é jornalista, no trabalho”, comenta a jovem. Aline revela que a música dá mais prazer e o jornalismo mais dinheiro.

“Gostaria de me dedicar um pouco mais à música, mas, por enquanto, não existe essa possibilidade. O mercado musical não ‘sorri’ muito para bandas independentes. Meu retorno financeiro vem do jornalismo. Acabo me dedicando mais a ele, por esse motivo”, confessa.

Trabalhando como jornalista de segunda a sexta, Aline Carvalhal diz que os finais de semana devem estar sempre livres para reuniões, ensaios e até mesmo lazer com a banda.

“Quando fazemos shows em dias de semana, às vezes, fica corrido e complicado de encaixar, mas de tempos em tempos é uma necessidade. Infelizmente minha carreira como musicista sempre acaba ficando em segundo plano devido à jornada de trabalho puxada como jornalista”, revela Aline Carvalhal. “Entretanto, conheço pessoas com múltiplas carreiras e que conseguem conciliá-las muito bem”.

O advogado Luiz Mattos conta como apoio de amigos e da família para ser DJDivulgação

Não esconder o outro ofício do chefe

A consultora de RH da Simetria, Valéria de Almeida Coelho, não recomenda omitir da chefia a segunda profissão. “Nunca devemos optar pelo omissão, pois em algum momento poderemos necessitar de um apoio do chefe e, por ter conhecimento da situação, o mesmo poderá ajudar”, aconselha a especialista.

O advogado Luiz Eduardo Silveira de Mattos, de 41 anos, desde o ano passado também exerce a profissão de DJ. Ele diz que consegue conciliar as duas atividades. “De segunda a sexta sou advogado e na sexta-feira e no sábado me torno DJ e produtor de eventos”, conta.

Ele lembra que atuar nas duas profissões foi uma opção e não uma necessidade. “Sempre gostei da noite. Logo, associei o útil ao agradável. O trabalho como DJ se tornou uma diversão com amigos e pessoas que adm0Z"> 10/03/2014 20h24

Jornalista e guitarrista Aline Carvalhal%2C de 23 anos%2C concilia as duas profissões desde 2012 quando entrou para uma banda de rockDivulgação

Rio - É cada vez mais comum encontrar profissionais, de diferentes carreiras e faixas etárias, que exercem duas atividades simultaneamente. Saber administrar, sem comprometer a eficiência de uma delas, é o desafio da maioria. Especialistas em RH afirmam que as áreas artística, esportiva e ações empreendedoras estão entre as principais escolhas de quem exerce mais de um ofício ao mesmo tempo.

A psicóloga Helenita de Araújo Fernandes, coordenadora do curso de MBA em Gestão de Pessoas do IBMR, argumenta que, em geral, a opção por atuar em duas frentes de trabalho está relacionada a motivações ligadas à necessidade financeira ou à realização pessoal. “É claro que é preciso ter características bem definidas para que este profissional não fique sobrecarregado ou para que seu desempenho não seja prejudicado em nenhuma das duas atividades”, explica.

Segundo a especialista em gestão de pessoas, uma boa administração do tempo, planejamento, disciplina e apoio familiar são pontos importantes para que esta escolha não prejudique o indivíduo na sua vida tanto profissional quanto pessoal.

“Dependendo de sua comunicação e de como aborda seu interesse nas atividades paralelas, esta opção pode, inclusive, ser considerada um diferencial, pois o profissional está desenvolvendo suas múltiplas habilidades e recursos”, conta a psicóloga.

A coordenadora do IBMR comenta ainda que em um ambiente onde a criatividade e a iniciativa são competências vistascombons olhos, esse fato pode ser uma referência bastante positiva.

Questão financeira

Consultora de RH da Simetria Terceirizados e Temporários, Valéria de Almeida Coelho diz que há pessoas que optam por uma segunda profissão pelo fato de a área que mais gosta não ter retorno financeiro suficiente.

“Essa prática não é a ideal, mas caso a situação se faça necessária, o importante é se empenhar para que ambas sejam produtivas e feitas com dedicação”, diz a consultora.

Jornalista diz que a carreira de musicista acaba ficando em segundo plano

A jornalista e guitarrista Aline Carvalhal, de 23 anos, concilia as duas profissões desde 2012 quando entrou para a banda de rock Urgia. Repórter de uma editoria especializada em games e tecnologia, ela conta que já trabalhava como jornalista quando ingressou na banda.

“Na verdade, conheci o vocalista da banda, que também é jornalista, no trabalho”, comenta a jovem. Aline revela que a música dá mais prazer e o jornalismo mais dinheiro.

“Gostaria de me dedicar um pouco mais à música, mas, por enquanto, não existe essa possibilidade. O mercado musical não ‘sorri’ muito para bandas independentes. Meu retorno financeiro vem do jornalismo. Acabo me dedicando mais a ele, por esse motivo”, confessa.

Trabalhando como jornalista de segunda a sexta, Aline Carvalhal diz que os finais de semana devem estar sempre livres para reuniões, ensaios e até mesmo lazer com a banda.

“Quando fazemos shows em dias de semana, às vezes, fica corrido e complicado de encaixar, mas de tempos em tempos é uma necessidade. Infelizmente minha carreira como musicista sempre acaba ficando em segundo plano devido à jornada de trabalho puxada como jornalista”, revela Aline Carvalhal. “Entretanto, conheço pessoas com múltiplas carreiras e que conseguem conciliá-las muito bem”.

O advogado Luiz Mattos conta como apoio de amigos e da família para ser DJDivulgação

Não esconder o outro ofício do chefe

A consultora de RH da Simetria, Valéria de Almeida Coelho, não recomenda omitir da chefia a segunda profissão. “Nunca devemos optar pelo omissão, pois em algum momento poderemos necessitar de um apoio do chefe e, por ter conhecimento da situação, o mesmo poderá ajudar”, aconselha a especialista.

O advogado Luiz Eduardo Silveira de Mattos, de 41 anos, desde o ano passado também exerce a profissão de DJ. Ele diz que consegue conciliar as duas atividades. “De segunda a sexta sou advogado e na sexta-feira e no sábado me torno DJ e produtor de eventos”, conta.

Ele lembra que atuar nas duas profissões foi uma opção e não uma necessidade. “Sempre gostei da noite. Logo, associei o útil ao agradável. O trabalho como DJ se tornou uma diversão com amigos e pessoas que admiramos eventos em que toco”, informa.

Mattos argumenta que para administrar a dupla jornada, às vezes, conta com o apoio de amigos e família. “Têm momentos que preciso, durante a semana, de tempo para me dedicar à programação do evento, que ocorrerá no fim de semana. Nessa hora, amigos, filhos e esposa entram em cena para ajudar e não prejudicar a advocacia”, relata.

Planejamento e organização

A psicóloga Helenita de Araújo Fernandes, coordenadora do curso de MBA em Gestão de Pessoas do IBMR, comenta que a uma boa administração do tempo é fundamental. “No período em que cada uma das profissões esteja sendo exercida, é necessário que a dedicação seja integral”, ressalta.

A consultora de RH da Simetria, Valéria de Almeida Coelho, acrescenta que é preciso organização e planejamento para conduzir as duas áreas. “Dá para se dedicar as duas, de modo que ambas sejam proveitosas, desde que esses dois aspectos sejam respeitados”, destaca.

Valéria Coelho comenta algumas formas de identificar quando não se consegue conciliar as duas profissões. “Isso acontece no momento em que a pessoa deixa de cumprir tarefas, apresenta cansaço, problemas de saúde, desatenção, atraso, ou seja, desorganização na vida profissional e pessoal”, alerta a consultora de RH.

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