Rio - Quem passa pelas margens poluídas do Complexo de Lagoas de Jacarepaguá pode não imaginar, mas naquelas águas, em meio aos detritos e ao esgoto despejados irregularmente, várias espécies de animais nativos lutam pela sobrevivência. Cada vez mais raros, jacarés, capivaras, cágados, lontras e até bichos-preguiça resistem à contaminação do lixo e à caça predatória, crime que vem se tornando comum na região.
O destino deles, em até dez anos, segundo especialistas, pode ser o mesmo que tiveram caranguejos-aratú e camarões, um dia abundantes: a extinção. “Os índices de colimetria das águas são estratosféricos. Hoje, temos uma latrina abastecida pelos rios da Zona Oeste e povoada por poucos animais contaminados pela sujeira da qual se alimentam. A biodiversidade tende a acabar”, afirma o ambientalista Mário Moscatelli, que há 22 anos monitora a qualidade da água do mangue (ecossistema considerado berçário de espécies, em condições normais).
A última avaliaç1.js" async>