Por O Dia

Os 50 anos do Mustang, celebrados até pelos concorrentes, abrem nova reflexão. Em tempos ambientalmente corretos, onde elétricos e híbridos buscam lugar ao sol, poucas coisas são tão cultuadas no mundo do automóvel quanto os carros possantes. Tecnicamente gastadores, poluidores e mais afeitos a acidentes, os carros esportivos, notadamente os ‘pony cars’ e seus inspirados descendentes, continuam a fazer sucesso.

Nos EUA, na Europa ou na China, em qualquer lugar. Em tempos de projetos voláteis, as linhas clássicas do Mustang preservam gerações de apaixonados e se mantém vivas como nunca. Em escala um pouco menor, mas não menos importante, os demais 'pony' como o Plymouth Barracuda, ou “Cuda”, que inaugurou o segmento, os Dodge Charger e Challenger, o Camaro e tantos outros. De fato, a paixão pelo automóvel continua a ultrapassar o entendimento. A razão fica na garagem em um Civic e a emoção vai para a estrada em um V8.

Nem os Porsche, Ferrari ou Lamborghini com seu esmero técnico e performance impoluta
conseguiram tal feito. E os 'pony' nasceram simples e conceitualmente baratos. Sobre plataforma e motor já existentes desenhava-se uma carroceria com projeção do capô, traseira curta, bancos separados e versões conversíveis. Estava dado o esportivo americano, que não 'encarava' as curvas como os europeus, mas era objeto de desejo de dez entre dez jovens naqueles tempos. Hoje, estes jovens já ‘coroas’, podem ter um veterano ou uma versão retrô, à venda no Brasil, como é o caso do Camaro, com importação oficial, ou dos Dodges e do Mustang, que chegam via lojas independentes.

A Ford promete tirar o atraso e trazer oficialmente o novo Mustang . Um culto apropriado ao original, que deverá custar perto dos R$ 200 mil, caro, se comparado ao preço de lançamento, em 1964, de US$ 2.500. Mas quanto vale um mito?

Ponto a ponto

O Toyota Corolla foi o carro mais vendido do mundo em 2013, segundo a IHS Automotive. O sedã, em suas configurações, atingiu 1,1 milhão de unidades entregues, com crescimento de 5% sobre o ano passado e com o respeitável total de 40,7 milhões, desde o seu lançamento, em 1966. Com a onda SUV em alta, a Citroën apresentou no Salão de Pequim o C-XR, sua leitura do segmento com linha de cintura alta e desenho nem tão familiar assim. Ele deriva do conceito Cactus e pode ser montado no Brasil, pois usa a mesma plataforma do novo C3.

Carro Mundial do Ano, o Audi A3 reconquista o título que já foi, no passado, do A6. A marca celebra com entusiasmo e aqui no Brasil anuncia as vendas, ainda como importado, do A3 com motor 1.4 turbo, igual ao do Golf.

A Mini chega aos cinco anos de Brasil. O modelito que abriu o mercado foi o hatch e a marca hoje oferece seis opções de carroceria em 25 pontos de venda.

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara avalia projeto de lei que determinará a instalação de pontos de recarga para veículos elétricos em todo o país.

O meteórico Carlos Ghosn fez uma de suas aparições no Brasil e deu muitos pontos com nó. Além da fábrica da Nissan, o CEO do grupo Renault-Nissan anunciou investimentos no Paraná para produzir dois novos veículos. Um deles é o Duster picape, acima, e o outro está entre o SUV Captur e um novo carro de entrada. No total, R$ 3,1 bilhões em investimentos.

Renegade na China

A Fiat Chrysler, que em breve será FCG, as iniciais das duas companhias, anunciou durante o Salão de Pequim a construção de três modelos Jeep na China, em parceria com a Guangzhou Automotive. Um deles é o Renegade (foto), que lá será batizado como Zi Yu Xia, que significa ‘rebelde’. Renegade é também nome improvável para o Brasil, quando for fabricado em Goiana (PE), ano que vem.

O Escort faz o retorno

A cara da família é óbvia e o nome, que sempre foi forte, marca seu retorno. O Escort entra nos planos da Ford de lançar 15 novos modelos no mercado chinês até 2015, onde cresce rápido e sem parar. A plataforma é global, mas é pouco provável que o sedã seja feito no Mercosul, que tem no Focus sedã seu representante no segmento.

Audi TT para todo tipo de terreno

A marca das argolas vai apostar mais forte no seu ícone TT. Um crossover conceitual, exibido no Salão de Pequim, dá a pista para a trilha de robustez que todos estão procurando. O TT offroad é menor, mais leve e esportivo que o Q3. É híbrido e despeja potência total de 408 cv em seus três motores.

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