Por monica.lima

O movimento é mundial e envolve várias marcas. A Ford, nos EUA, Volvo na Suécia, Toyota e Nissan no Japão, universidades ao redor do mundo e o Google, com seu robô sobre rodas. Aqui no Brasil, o esforço acadêmico apresenta três versões do mesmo tema: o carro que não demanda um motorista. No plano ideal, o carro autônomo irá virar a mesa e acabar com o imenso número de vítimas no trânsito. No Brasil, ano passado, foram 43 mil mortos e quase 200 mil feridos. O engenheiro Ricardo Takahira, da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, acredita que “a questão não é fazer o autônomo andar com eficiência, mas parar com eficiência”. Para isso são necessários conhecimentos em vários sistemas, como radares, sensores de ultrassom com radiofrequência, câmeras duplas, para visualização e profundidade e GPS de alta capacidade. Tudo interligado e com ótimos softwares de interpretação. Além disso, os sistemas precisam ser redundantes, duplos ou triplos para corrigir eventuais falhas. Isso tudo custa hoje muito caro e inviabiliza o carro autônomo comercial.

No alto%2C, o modelo da Google e um Ford Fusion. Acima%2C os brasileiros Weekend%2C da UFES e o veterano Astra%2C da UFMGDivulgação

Para Takahira, esses modelos vão ser mais adequados a frotas de táxis, com faixas exclusivas e propulsão elétrica ou híbrida, isto porque o custo impõe utilização constante ou compartilhada. Estariam os autônomos decretando o fim do carro particular? Existe ainda, na opinião do engenheiro, a questão legal. Quem é o responsável por um eventual acidente? O proprietário, a montadora ou quem vendeu o software? O engenheiro lembra, entretanto, que os caminhos do autônomo passam pela ampliação da segurança, com sistemas que se comunicam e mantêm a atenção do motorista à pista e aos outros carros, pedestres e ciclistas. Outra questão na qual o Brasil esbarra é a infraestrutura. Muitos carros que vemos em testes no exterior leem sinais luminosos e placas e nossas faixas e sinalização de trânsito ainda não são muito confiáveis.

Apesar dos custos e dos baixos incentivos à produção de tecnologia nacional, Takahira considera este caminho inevitável. “O tráfego urbano impõe e o carro vai ter que ser reinventado. Os futuros projetos vão prever todas essas possibilidades”, diz.

PONTO-A-PONTO

? Você já ouviu falar em maio amarelo. Não? A maioria das pessoas também não. A lamentar é que este mês que acaba foi dedicado aos esforços internacionais de contenção dos acidentes de trânsito, que ceifaram , no Brasil, 43 mil vidas em 2013. Surgiram iniciativas pontuais e marqueteiras de algumas instituições, mas nada de concreto para capacitar o condutor a manusear esta máquina de uma tonelada, que anda a 100 km/h.

? A Bentley aposta forte no seu projeto SUV: “será o mais potente e luxuoso do mundo”.

? A Troller mostra sua nova versão T4 só com disfarces. Mecânica integral da Ranger turbodiesel reduziu custos. A versão definitiva fica bem parecida com o conceito TRX exibido no Salão de São Paulo.

? Com boas fichas, a Nissan anunciou que irá participar da corrida de Le Mans com seu GT-R. Também estará no Mundial de Endurance com versões Nismo.

? VOLVO aos pedaços. A marca lança seu SUV grande XC90 em partes até o mês de agosto. Por enquanto, aparecem fotos do interior e do pomo do câmbio.

?  O polêmico CEO da Fiat-Chrysler, Sergio Marchionne, assustou o marketing da companhia ao sugerir que os consumidores não comprassem seus 500E. O modelito elétrico dá US$ 24 mil de prejuízo por unidade vendida. Os especialistas ainda não avaliaram o impacto da sinceridade nas vendas do 500 a gasolina.

CLA AMG

Dá para comprar um BMW Série 4, um Audi A6 Ambition ou ainda, na marca da estrela mesmo, um Classe E. Mas quem quer motor e desempenho, sem dúvida pode encomendar por R$ 290 mil o bólido da Mercedes, preparado pela AMG. Ele despeja nas quatro rodas 360 cv que deslocam 1.600 Kg sob aerodinâmica impecável. A relação peso-potência é fenomenal. Cada c.v. desloca 4,44 Kg, o
que garante muita emoção.

Muitos ‘mustangs’ entre dois Challenger

Quarenta e três anos depois, uma nova versão de arrepiar. O Dodge Challenger tem edição especial SRT com 600 cv de potência. O dobro de cavalos selvagens, ‘mustangs’, sob o capô do que seu antecessor antológico, o Challenger branco lótus OA 5599, onde o heroico Kowalsky driblava meio mundo no meio-oeste americano. O filme ‘Vanishing Point — ‘Corrida contra o Destino’, no Brasil - é até hoje considerado o melhor ‘road movie’ já feito. Raro nas locadoras, pode ser comprado em sites especializados e é realmente imperdível pelo roteiro e som original, que valoriza o soul music da época. O detalhe curioso é que os Challenger 70’s remanescentes são muito mais caros que as novas versões. Alguns chegam a ser vendidos por até US$ 150 mil e reverberam uma paixão pelos ‘pony cars’ que não tem fim.

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