Por O Dia

Com o início da campanha%2C o partido teria oportunidade de expor melhor as obras do governo de Dilma%2C como trechos inaugurados da ferrovia Norte-Sul Roberto Stuckert Filho/PR

Integrantes da comunicação da pré-campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff acreditam que os piores momentos da imagem da petista estão com os dias contatos. Apesar da preocupação com a situação do País durante o mês da Copa do Mundo e de desgastes com eventuais problemas na infraestrutura preparada para o evento, dilmistas apostam no começo oficial da campanha política para recuperar parte dos estragos na imagem da presidente e de seu governo. Petistas veem como principais trunfos o tempo no horário eleitoral gratuito de rádio e TV, possivelmente muito maior que o dos opositores, e a própria legislação eleitoral vigente para meios eletrônicos, que impede a editorialização do noticiário e a exploração das informações negativas contra qualquer um dos candidatos.

A expectativa se baseia também em dados históricos. Nas duas últimas eleições presidenciais, os candidatos petistas avançaram nas pesquisas de intenção de voto nos meses de agosto e setembro, com o começo oficial da campanha. Além de diminuir a cobertura negativa, o partido teria oportunidade de expor melhor as obras do governo de Dilma, como trechos inaugurados da ferrovia Norte-Sul e os avanços na transposição do Rio São Francisco, por exemplo. “A imagem do Minha Casa Minha Vida está muito ligada ao governo Lula, mas a presidente Dilma entregou mais unidades habitacionais dentro do programa”, exemplifica um dos integrantes da equipe petista. Para este profissional, o governo perdeu a batalha da comunicação nos últimos anos e agora terá trabalho para reverter sua imagem. Isso deve tornar a campanha mais acirrada.

Nova secretaria

Depois de rodar as regiões de Sorocaba, Alta Paulista e noroeste do Estado com a caravana Horizonte Paulista, o pré-candidato do PT ao governo, Alexandre Padilha, recebeu pedidos para criar uma secretaria a fim de fortalecer a agricultura familiar. Estuda incluir a proposta em seu programa.

A família concursada de Campos

Em encontro ontem com empresários, o presidenciável Eduardo Campos (PSB) prometeu um Estado governado “por mérito, com metas de competitividade e remuneração variável”, sem distribuição de cargos na administração aos partidos em troca de apoio político. Quando questionando sobre as acusações de prática de nepotismo quando esteve à frente do Governo de Pernambuco, Campos rebateu: “Institui a lei contra o nepotismo em Pernambuco em 2006. Com cerca de 250 mil servidores públicos no Estado é natural que eu tenha parentes que trabalham para o governo. Mas nenhum é por nomeação, são todos concursados”, afirmou.

Prefeito quer Kassab com Alckmin

Com a possibilidade de desistir da candidatura própria ao Palácio dos Bandeirantes, o ex-prefeito paulistano Gilberto Kassab está dividido entre apoiar a reeleição de Geraldo Alckmin (PSDB) ou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf (PMDB), aliado da presidente Dilma. Hoje, ao que tudo indica, Kassab estaria mais propenso a apoiar o tucano. Um dos principais simpatizantes desta ideia dentro do PSD é o prefeito de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, Marco Bertaiolli.

Prefeita prefere aliança com Paulo Skaf

A prefeita de Ribeirão Preto, Dárcy Vera, é a principal defensora do apoio a Paulo Skaf. Ela é adversária do PSDB na região e próxima do presidente estadual do PMDB, Baleia Rossi, cuja carreira política também foi construída na cidade.  Como Kassab já descartou a possibilidade de apoio ao PT no Estado, os petistas tem trabalhado pelo seu apoio a Skaf.

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Com Leonardo Fuhrmann
Colaborou Patrycia Monteiro Rizzotto

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