Ministro da Fazenda lembrou que conselho da estatal não era a favor da compra, concretizada pela decisão do tribunal de arbitragem

Por O Dia

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, relembrou durante audiência na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira que não fazia parte do Conselho da Petrobras em 2006, ano da aquisição da refinaria americana de Pasadena, no Texas.

Em relação à compra da segunda parte da refinaria, em 2008, quando o ministro já era membro do conselho da estatal, ele ressaltou sua posição negativa quanto ao negócio. “Fui contrário à aquisição, assim como boa parte do conselho. Mas por uma decisão do tribunal de arbitragem, fomos obrigados a fazer a aquisição”, disse.

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Quanto à recomendação do ex-Procurador Geral da Fazenda Nacional, Luiz Adams sobre a operação de Pasadena, Mantega disse que determinou uma ressalva na ata, considerada normal pelo ministro. “Foi feita a verificação sobre a cláusula Marlin, com garantia mínima caso fosse adaptada a refinaria para receber o petróleo brasileiro. Eu indagava se havia prejuízo para a empresa, mas a cláusula não entrou em vigor”.

Segundo reportagem da revista Veja, Adams teria advertido, em 2008, a então secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, sobre as cláusulas que causaram prejuízos de mais de R$ 1 bilhão à Petrobras na compra da Refinaria de Pasadena, no Texas (EUA).

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