O ministro da Fazenda apontou o câmbio como vilão da disparidade entre o preço dos combustíveis praticado no Brasil em relação ao mercado internacional

Por O Dia

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou durante audiência na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira que os preços administrados pelo governo não estão represados. Quanto ao reajuste no preço dos combustíveis , Mantega ressaltou a desvalorização cambial como vilã para a equiparação com os valores praticados no mercado internacional.

“Temos uma média de dois reajustes por ano e a gasolina subiu até mais que a inflação. Em abril do ano passado, foi dado um reajuste e colamos no preço internacional. Mas em maio, o Fed (Federal Reserve, o banco central americano) anunciou uma mudança no programa de estímulo e houve desvalorização cambial, o real desvalorizou. Não é aconselhável fazer um reajuste em meio à turbulência de câmbio. O alinhamento de preço tem sido buscado”, justificou o ministro.

Mantega frisou que os preços administrados têm sido reajustados e citou como exemplo as altas recentes nos valores dos remédios e da loteria. “Estamos reajustando o preço da energia”, destacou.

O ministro criticou ainda a agência de classificação de risco Standard & Poor's, que rebaixou em março o rating soberano do Brasil. “ A Standard & Poor's se equivocou em reduzir o rating do Brasil (...) Ela tem todo o direito de não acreditar que entregaremos um superávit primário de 1,9% (do Produto Interno Bruto), mas entregamos no ano passado”, relembrou. “É uma questão de método (de avaliação) já que as outras agências mantiveram o nosso rating”, emendou.


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