Por monica.lima

Por um desses desvios de conduta tão comuns no Legislativo, arrasta-se desde 2009, na Câmara Municipal do Rio, o Projeto de Lei nº 491, que prevê a redução da alíquota de ISS de 5% para 2% para todos os serviços de TI. Em 8 de junho de 2010, o projeto foi votado e aprovado em primeira discussão pela Câmara, mas ficou nisso mesmo.

Uma pena. Não é por acaso que a gente vê que outros estados ganham força no mercado de tecnologia brasileiro. O Seprorj, sindicato que reúne as empresas do setor no Rio, acaba de liberar um estudo (disponível no site http://tirio.org.br) comparando as alíquotas de ISS em serviços de Informática e em Tecnologia da Informação nas capitais do país. No Sul, no Sudeste e em boa parte do Nordeste, as alíquotas foram estabelecidas em 2%. É a concorrência ganhando espaço. O Rio fica no mesmo patamar de Norte e Centro-Oeste, regiões que não são exatamente grandes produtoras ou fornecedoras de serviços de tecnologia.

Aqui e ali, até existe uma esperança. A Lei Municipal nº 3.477 (19-12-2002), por exemplo, dispõe que a alíquota para “Serviços de geração de programas de computador, sob encomenda, cadastrados como desenvolvidos no país” será de 2%. No entanto, este dispositivo tem dado origem a várias autuações, porque não ficou bem claro o que significa “cadastrado como desenvolvido no país.”

Não dá para entender essa miopia. O Rio tem todas as condições para se estabelecer como polo de tecnologia relevante para o país — basta ver os altos investimentos que gigantes como Intel e EMC estão fazendo por aqui. A concentração de boas faculdades é outro ponto positivo, como se vê na Ilha do Fundão. O Parque Tecnológico da Região Serrana também é um exemplo de que existe vida inteligente criando o futuro.

As perspectivas são boas. Difícil é conseguir ação dos vereadores. No ano passado, o país conquistou a sétima posição entre os maiores mercados de TI do mundo. O Seprorj estima que, daqui a dez anos, o setor avance 54% e movimente cerca de R$ 550 bilhões. A julgar pelo comportamento do nobre Legislativo carioca, parece que não estamos muito interessados em morder uma fatia desse montão de dinheiro.

FOTOGRAFIA

ESTÁ CHEGANDO ÀS BOAS CASAS do ramo a sexta edição da revista “Zum”, especializada em fotografia. Como a tecnologia permite que hoje todos tenhamos uma câmera no bolso, a publicação merece todo o apoio, porque eleva o nível da produção fotográfica nossa de cada dia.

Trata-se, na verdade, de um livrão de R$ 49, com uma dúzia de ensaios fotográficos e discussões sobre os trabalhos apresentados. Segundo o editor Thyago Nogueira, a revista — semestral — pretende “construir audiência” e estimular a produção brasileira.

A propósito: vale dar uma espiada na CrayonStock (crayonstock.com), primeiro banco de imagens nacional a apostar no modelo de assinaturas para licenciar fotos em grande volume. É um sistema bastante simples, mas tem futuro. Para quem está pensando em viver de fotografia — e muitos estão — pode ser um bom caminho.

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Uma livraria virtual deveras sedutora

Acabei de testar o recém-lançado 30porcento.com.br. É uma livraria virtual que, como diz o nome, vende todos os títulos com 30% de desconto. Para quem consome muitos livros, é uma tentação mesmo.  E o serviço funciona: a encomenda foi entregue dentro do prazo, sem qualquer problema. Vida longa pro site.

TIM abre cem vagas no polo tecnológico

Não está fácil pra ninguém. Por isso mesmo, não custa nada dar uma conferida no site da TIM, que está abrindo cem vagas na área de operação de rede no Network Operation Center (NOC), o polo tecnológico da operadora em Santo André, na região do ABC paulista. Os interessados têm que ter formação nas áreas de engenharia, tecnologia ou correlatas. Para as vagas de nível técnico são aceitos candidatos com formação em eletrônica, telecomunicações, mecatrônica e outros cursos da área de tecnologia.

Um prêmio para o Instituto Igarapé

O Instituto Igarapé, do Rio, acaba de ganhar R$ 500 mil da Google para desenvolver o aplicativo Índice de Segurança da Criança (CSI), ferramenta de pesquisa digital para smartphones, que mapeia a percepção sobre a segurança em áreas afetadas pela violência.

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