Por parroyo

São Paulo - O resultadomais fraco da Petrobras no primeiro trimestre foi afetado principalmente pelas provisões de R$ 2,4 bilhões feitas para as despesas com o Plano de Demissão Voluntária (PDV). A estatal teve queda de 30% no lucro líquido, para R$ 5,39 bilhões.

Tais provisões tiveram efeito também no indicador de endividamento líquido em relação ao Ebitda, que aumentou de 3,52 vezes no último trimestre de 2014 para 4 vezes neste trimestre. O patamar, considerado alto, pode contribuir para que as agências de classificação de risco reavaliem a nota de crédito da estatal.

“Excluindo o PDV, o indicador poderia estar em 3,4 vezes.Vamos atender às metas de produção e aplicar a metodologia de preços, mas não pretendemos reduzir investimentos. Temos conversado com as agências de classificação de risco e mostramos o potencial real de produção”, disse a presidente da Petrobras, Graça Foster, em teleconferência com analistas. 

A meta de crescimento da produção é de 7,5% neste ano e o montante de investimentos programados para 2014 é de US$ 40 bilhões. "Estamos em fase de materialidade para reduzir o endividamento líquido pelo Ebitda e trazer mais conforto para o investidor”, disse a presidente.

Foster afirmou que avalia o momento para aplicar a metodologia de reajuste de preços dos combustíveis ainda neste ano. “Todos os meses, a direção apresenta ao Conselho de Administração dados de produção, capex, evolução de preços e a não paridade de diesel e gasolina na comparação com os valores do mercado internacional”, afirmou.



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